Wall Street fecha sessão com mais um triplo recorde
Nova Iorque, 20 dez 2019 (Lusa) -- A bolsa nova-iorquina fechou hoje a sessão com os principais índices a estabelecerem novos máximos, com os investidores tranquilizados pela persistência do otimismo comercial e por indicadores da economia norte-americana que consideraram sólidos.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o Dow Jones Industrial Average ganhou 0,28%, para os 28.455,09 pontos.
Da mesma forma, o tecnológico Nasdaq valorizou 0,42%, para as 8.924,96 unidades, e o alargado S&P500 apreciou-se 0,49%, para as 3.221,22.
No conjunto da semana, Wall Street fechou a semana com o Dow Jones a valorizar 1,2%, o Nasdaq a progredir 2,1% e o S&P500 a avançar 1,5%.
"Quando se atinge um recorde, não é preciso muito para estabelecer outro", comentou Art Hogan, de National.
Hoje, os atores do mercado receberam bem um comentário do Presidente norte-americano, Donald Trump, na Twitter, que divulgou a existência de "discussões muito boas com o Presidente chinês Xi (Jinping) sobre o acordo comercial gigante" entre os dois países.
Segundo o inquilino da Casa Branca, a data da assinatura formal do texto do acordo está em vias de ser definida.
Contudo, hoje Xi deplorou o que qualificou como ingerência dos EUA nos assuntos chineses em Hong Kong e outros locais.
O acordo preliminar entre Washington e Pequim poderia afastar o espectro das taxas alfandegárias punitivas, que têm envenenado as relações comerciais bilaterais desde há mais de ano e meio.
"As tarifas já terão subido provavelmente para o seu nível máximo. É provável que existam menos tarifas em 2020 e, com alguma sorte, algum investimento", estimou Hogan.
Os investidores estiveram, por outro lado, a digerir vários indicadores que consideraram tranquilizadores sobre a primeira economia mundial.
O ritmo de crescimento da economia dos EUA no terceiro trimestre foi confirmado nos 2,1%, um ritmo sustentado, alicerçado no consumo das famílias e, por outro lado, pelo investimento das empresas, que apesar de diminuir não baixou tanto quanto se receava.
A taxa de crescimento anunciada correspondeu às expectativas dos analistas.
Já a taxa de inflação anual em novembro estabeleceu-se em 1,5%, em ligeira alta face ao valor registado em outubro, mas longe dos 2,0% que servem de referência ao banco central norte-americano.
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