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PR em Macau: Vice-pm chinês – “diplomata afável” e veterano comunista

Arquivo Lusa 1999

Macau, 18 Mar (lusa) - O vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen, que iniciou hoje uma visita de dois dias a Macau, é o mais alto líder da República Popular da China a deslocar-se ao território sob administração portuguesa.

Qian Qichen, 70 anos, é membro do Politburo do Partido Comunista Chinês (PCC) e presidente da Comissão Preparatória do futura Região Administrativa Especial de Macau.

(O antigo vice-presidente Rong Yiren, a ministra de ciência e tecnologia, Zhu Lilan, e outros governantes chineses já visitaram Macau, mas nenhum deles pertencia ao Politburo do PCC, a cúpula do poder na China).

Nascido em Xangai, em Novembro de 1928, Qian Qichen aderiu ao PCC com apenas 14 anos e quando o partido tomou o poder, em Outubro de 1949, era já um destacado líder da organização comunista juvenil.

Estudou em Moscovo, nos anos cinquenta, e foi na Embaixada chinesa na ex-URSS que iniciou a sua carreira diplomática.

Qian Qichen foi embaixador na Guine-Conacri e Guine-Bissau, entre 1972 e 1974, e no final da década de setenta, quando a China lançou a política de "Reforma Económica e Abertura ao Exterior", assumiu o cargo de porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

Em 1982, foi nomeado vice-ministro dos negócios estrangeiros e no mesmo ano, entrou para o Comité Central do PCC.

Ministro dos negócios estrangeiros durante 10 anos consecutivos, até 1998, Qian Qichen subiu ao Politburo do PCC em 1992 e é hoje o numero três do governo chinês, logo a seguir a Zhu Rongji      (primeiro-ministro) e a Li Lanqing (vice-primeiro-ministro executivo).

Qian Qichen foi presidente da Comissão Preparatória da Região Administrativa Especial de Hong Kong e desempenha as mesmas funções em idêntica Comissão criada em Maio passado em Pequim para preparar o futuro governo de Macau.

Descrito habitualmente como um diplomata afável, Qian Qichen é considerado um dos grandes obreiros da reabilitação da imagem externa da China após a sangrenta intervenção militar contra o movimento pró-democracia da Praça Tiananmen, em Junho de 1989.

O ultimo governador britânico de Hong Kong, Chris Patten, descreveu-o como "um homem cortês e delicado".

Lusa/Fim