icon-ham
haitong

PR em Macau: Portugal sempre olhou para o território como +inestimável factor de valorização cultural”

Arquivo Lusa 1999

Macau, 19 Mar (Lusa) - Macau foi sempre para Portugal um "inestimável factor de valorização cultural" e a identidade do território "é o seu melhor património para o futuro", afirmou hoje o presidente português, Jorge Sampaio.

"Aqui (em Macau) encontrámos sempre razões para sermos universais" e "sabemos que a próxima transferência de soberania para a China não diminuirá a nossa afeição por Macau, nem a nossa ligação, nem a memória desta terra e da sua gente que continuará viva em nós", afirmou Jorge Sampaio na inauguração do Centro Cultural de Macau.

O presidente português defendeu também que a identidade de Macau, "construída ao longo dos séculos e que se expressou de modo único nos planos cultural, religioso, antropológico, científico, social e mesmo político, é o seu melhor património para o futuro".

"Esta é a herança de modernidade, cosmopolitismo e universalismo que este Centro Cultural recebe e que será assumida na abertura à inovação, à criatividade, à diversidade cultural", disse.

Para Jorge Sampaio o Centro Cultural "é um espaço de diálogo, intercâmbio e intervivência cultural, tanto no contexto regional como no internacional, um lugar de reflexão e de pluralismo de concepções  e formas de expressão artística, contribuindo para que Macau continue a ser aquele espaço vocacionado para a grande causa do encontro de civilizações".

Comparou também a "rigorosa ousadia" do edifício que, na sua opinião, "associa a solidez, subtileza, elegância, grandeza e abertura" à identidade de Macau, feita de "contrastes e de harmonias, de raízes e de utopias, de luzes e de sombras".

Ao salientar que Macau tem registado um "constante desenvolvimento", Jorge Sampaio disse ser "importante" que a par do progresso material, o "desenvolvimento cultural, social e humano seja considerado uma preocupação estratégica e um motivo de atracção".

O presidente português, que cumpre hoje o seu segundo dia de visita ao território, afirmou ainda que a presença do vice-primeiro ministro chinês, Qian Qichen, em Macau deve ser aproveitada como o "momento" para que Portugal e a China apresentem o "testemunho" da sua amizade secular e para projectarem o futuro.

Lusa/Fim