PR em Macau: Instituições de matriz portuguesa devem ser defendidas, advoga AMS
Arquivo Lusa 1999
Macau, 22 Mar (Lusa) - A Associação Macau Sempre (AMS) comunicou hoje ao Presidente da República, Jorge Sampaio, a necessidade da defesa das instituições do território com matriz portuguesa depois da transferência da administração para a China em 20 de Dezembro.
Dirigentes da AMS - que representa interesses da comunidade macaense (designação genérica dada aos naturais de Macau com ascendência portuguesa) - reuniram-se com Jorge Sampaio durante cerca de uma hora para transmitirem ao Presidente da República a perspectiva daqueles que o líder da associação, Carlos Marreiros, definiu como "portugueses da permanência".
"Somos assumidamente portugueses, vamos continuar a defender as cores de Portugal" depois da transferência da administração, afirmou Carlos Marreiros no final do encontro com Jorge Sampaio, referindo que a continuidade dos portugueses de Macau deve ser ancorada nas instituições de matriz portuguesa.
O presidente da AMS nomeou a Santa Casa da Misericórdia, a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses (APIM), a Escola Portuguesa, o Clube Militar e o Clube de Macau como instituições cuja permanência deve ser garantida.
Carlos Marreiros defendeu, como exemplo de dinamização futura das instituições portuguesas de Macau, o alargamento da área de acção da Escola Portuguesa, "para que não se limite a ser uma instituição de ensino secundário e tenha também uma acção sócio-cultural, no ensino da cultura e língua portuguesas de nível avançado para a preparação de quadros chineses que já falam português.
De acordo com o presidente da AMS, a Escola Portuguesa poderá ter também um papel na formação de portugueses nas áreas da língua e cultura chinesas e da sinologia.
A Escola Portuguesa de Macau é gerida por uma fundação constituída pelo Ministério da Educação de Portugal, pela APIM e pela Fundação Oriente.
Jorge Sampaio termina hoje uma visita oficial de cinco dias a Macau, durante a qual se reuniu com o vice-primeiro-ministro chinês Qian Qichen e presidiu à inauguração do Centro Cultural de Macau, considerado uma das obras mais emblemáticas da administração portuguesa.
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