icon-ham

Mercado chinês tem importância estratégica para Portugal

O vice-presidente do conselho de administração da Fundação Oriente, João Costa Pinto, intervém durante a Conferência

O economista João Costa Pinto defendeu, em Lisboa, que o mercado chinês assume uma importância estratégica para as empresas exportadoras portuguesas, quando as economias do euro continuam “sufocadas por políticas fiscais restritivas” ou pelo elevado endividamento.

“É crucial aumentar a penetração das nossas exportações para outros mercados, fora da Europa do euro, com um maior dinamismo”, afirmou João Costa Pinto, ao intervir na conferência “O Futuro de Macau na China”, promovida pela agência Lusa, em Lisboa.

Para o economista e vice-presidente da Fundação Oriente, Macau representa para Portugal uma plataforma para uma pequena economia aberta, como a portuguesa, desenvolver “relações equilibradas” com uma economia como a chinesa, que está a transformar-se numa “mega economia económica e financeira”.

“Devemos procurar atrair investimento direto, capaz de trazer tecnologia e inovação para, simultaneamente, criar novo emprego e aumentar a produtividade setorial e global”, disse, frisando: “Esta questão é muito importante em relação ao objetivo de reduzir a nossa dependência de mercados europeus”.

João Costa Pinto sublinhou as “consequências imprevisíveis” do 'Brexit' nas relações económicas de Portugal com o Reino Unido, face à saída daquele país da União Europeia.

Segundo o economista, a 'Europa do euro' terá também de definir “com clareza” que tipo de relações quer ter com a China e o seu grande mercado, face à atual liderança política dos Estados Unidos da América.

“A deriva da administração Trump torna esta questão crítica para a Europa”, declarou, durante uma intervenção subordinada ao tema “China: Oportunidades de Futuro”.

“Portugal pode dar um contributo muito maior do que a sua dimensão económica e com isso ter benefícios políticos e económicos cruciais para ultrapassar as nossas dificuldades e bloqueamentos atuais ao mesmo tempo que fortalecemos a nossa capacidade política para defender os nossos interesses na Europa do euro”, sustentou.

Ana Mendes Henriques