Macau tem procurado “diversificar” oferta turística – Rocha Vieira
Arquivo Lusa 1999
Macau, 08 Set (Lusa) - Macau tem procurado "diversificar" a oferta turística do território bem como a sua "qualidade", afirmou hoje o Governador Rocha Vieira ao presidir à cerimónia de coroação da pousada do complexo Marina Infante, na ilha da Taipa.
Para Rocha Vieira, a construção da Marina - integrada num complexo turístico com diversos empreendimentos - era um "propósito que está a ser atingido" apesar da crise que afecta a região.
"Macau não pára, a crise é forte, mas felizmente nós estamos a atingir os nossos objectivos e a ultrapassar de maneira bastante razoável as dificuldades", sublinhou Rocha Vieira.
O complexo Marina Infante, detido em 51 por cento pela Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (SDTM), de Stanley Ho, terá além da pousada e da Marina, um hotel com 400 quartos, 700 apartamentos, 13 vilas e 32 casas geminadas que totalizarão 158.000 metros quadrados de construção num terreno com 107.000 metros quadrados.
De acordo com Stanley Ho, num discurso proferido durante a cerimónia de coroação do edifício, a STDM pretende instalar na pousada da Marina Infante o décimo casino previsto no contrato de concessão exclusiva da exploração do jogo assinado entre a STDM e o Governo de Macau.
"Esperamos que o Governo do território nos conceda, em breve, autorização para instalarmos aqui o décimo casino", afirmou Stanley, salientando que o projecto da Marina Infante visa o "desenvolvimento social e o bem-estar da população, dotando o território de novas e modernas estruturas para a diversificação e valorização do turismo".
O investimento total do projecto é de cerca de dois mil milhões de patacas (40 milhões de contos) e deverá estar totalmente concluído até ao final do ano de 2002.
A entrada de Stanley Ho no capital do projecto da Marina Infante surgiu após Edmund Ho Hau Wah, nomeado primeiro chefe do executivo da futura Região Administrativa Especial de Macau - designação que o território adoptará após a transferência da Administração para a China, a 19 de Dezembro de 1999 - ter vendido a sua participação no empreendimento.
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