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Macau: Stanley Ho quer intervenção do executivo para controlar navios-casino

Arquivo Lusa 1999

Macau, 16 Nov (Lusa) - O magnata do jogo de Macau, Stanley Ho, apelou à intervenção do executivo da futura Região para o controlo de navios-casino que operam a partir de Hong Kong e que alegadamente prejudicam a exploração do jogo no território.

Stanley Ho, administrador-delegado da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM), concessionária do monopólio do jogo, apelou no diário local de língua chinesa Va Kio, para que Edmund Ho Hau Wah possa interceder junto do governo central chinês para que exerça controlo sobre a actividade dos navios-casino de Hong Kong.

Hong Kong é desde Julho de 1997 uma Região Administrativa Especial da China, o mesmo estatuto que Macau adquirirá em 19 de Dezembro.

Stanley Ho - que acusa os navios-casino de escapar à legislação de Hong Kong, que proíbe o jogo, por abrirem as salas de jogo apenas depois de se encontrarem em águas internacionais - disse que há já mais de cinco anos que vem levantando a questão junto das autoridades chinesas sem obter resultados práticos.

De acordo com Stanley Ho, os navios-casino são parcialmente responsáveis pelas contínuas quebras das receitas da STDM - cerca de 20 por cento em 1997 e 1998 - ao desviarem jogadores dos casinos de Macau, a maioria dos quais é proveniente de Hong Kong.

Em 1998, a STDM sofreu uma quebra de 50 por cento no resultado final de exercício, tendo obtido um resultado líquido de 1.853 milhões de patacas (43.47 milhões de contos).

A STDM opera em exclusivo 10 casinos em Macau mediante um contrato de concessão que terminará em 2001.

Em declarações públicas, Stanley Ho tem manifestado a convicção de que o contrato de exploração do jogo será renovado em regime de monopólio, apesar de crescentes sugestões de responsáveis  chineses, e do próprio Edmund Ho Hau Wah, sobre a necessidade de ser reavaliada a natureza da concessão.

Lusa/Fim