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Macau: Singularidade só se manterá alicerçada em instituições dinâmicas – Rocha Vieira

Arquivo Lusa 1999

Macau, 25 Fev (Lusa) - A singularidade de Macau, a solidez do seu sistema próprio nas ordens política e judicial, "só estarão realmente defendidas" se estiverem alicerçadas em instituições

dinâmicas, afirmou hoje o Governador Rocha Vieira.

Para o governador, que falava na inauguração das instalações do Instituto Inter-Universitário de Macau, essas instituições devem também estar "atentas aos factores de mudança" e possuir "capacidade para preparar e orientar a população na resposta aos novos desafios".

"Todos sabemos que só uma população confiante nos seus recursos próprios, na formação dos seus quadros, na sua capacidade para compreender o que é novo e para se adaptar a novas

circunstâncias, tem realmente as condições para afirmar a sua autonomia", disse.

Para Rocha Vieira, é também na "capacidade dos recursos humanos, na sua formação por instituições credenciadas e reconhecidas internacionalmente que está a base sólida da modernização, da

atracção de investimentos e de iniciativas económicas, pois é da qualidade da formação que depende sempre o sucesso dos projectos e a concretização dos programas".

"Por isso, o desafio de um centro de excelência, como terá de ser este Instituto Inter-Universitário, não se coloca na procura do que poderá ser o seu campo de actividades ou do que poderá ser o seu mercado", considerou.

É que, segundo o governador, "nem o campo de actividades nem o mercado têm limites para quem se dedica ao ensino de qualidade e à investigação" porque o que "há a fazer é muito, a vontade de

realização não faltará e as exigências colocadas pelas tarefas de modernização estarão sempre a abrir novas áreas de acção, novas necessidades culturais, novos programas académicos".

"Este é um modo concreto e efectivo de trabalhar para a autonomia da Região Administrativa Especial de Macau, deixando instituições prestigiadas e ligações a centros de qualidade em todo o

mundo", assinalou.

"No mundo de interrelações e de interdependências em que já vivemos (...) é pelos intercâmbios entre universidades que se poderão estabelecer as bases mais sólidas do entendimento entre os povos e entre os Estados, justamente porque são bases que se fundamentam na linguagem comum da ciência e do rigor dos argumentos", salientou.

"É a esse desafio, porventura o mais nobre dos desafios da modernização, que o Instituto Inter-Universitário procura responder, assumindo por inteiro a sua oportunidade e o seu papel na formação especializada de recursos humanos em Macau", concluiu.

Lusa/fim