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Macau: Presença de Portugal assegurada após 1999 – Carlos Monjardino

Arquivo Lusa 1999

Braga, 09 Mar (Lusa) - O presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino disse, hoje, em Braga que a presença de Portugal em Macau vai ficar assegurada através de uma actuação muito forte no domínio cultural e linguístico.

Carlos Monjardino considera que a presença económica portuguesa, que nunca foi muito forte, "tenderá a esbater-se", mas diz-se convicto de que a Fundação "vai ser um dos motores da presença da cultura e da língua portuguesa, através da Escola Portuguesa e do Instituto Português do Oriente".

Carlos Monjardino falava durante os colóquios do curso de Relações Internacionais, ramo Económico e Político, da Universidade do Minho no âmbito de um painel sobre a Ásia.

O painel contou com intervenções dos universitários Adriano Moreira e Nuno Rogeiro, do ex-embaixador de Portugal na China, José Manuel Villas Boas, do representante timorense na Noruega, Corte Real, e de Armindo Costa, da fábrica de calçado ACO.

O administrador da Fundação Oriente considera que as relações com a futura administração do território de Macau vão ser melhores do que as existentes actualmente, posto que - acentuou - "os dirigentes chineses revelam sempre um grande pragmatismo em matérias que envolvam investimento".

Abordando a mesma questão, o docente universitário e analista político Nuno Rogeiro elogiou o actual governador de Macau, general Rocha Vieira, que considerou o responsável por ter modificado a imagem da Administração portuguesa nos últimos anos e por deixar uma obra relevante quer em matéria cultural quer no domino das infraestruturas.

Nuno Rogeiro diz-se portador de um "optimismo relativo" em relação à cooperação portuguesa com Macau e com a própria República Popular da China, mas acredita que ela pode mesmo expandir-se no domínio linguístico e cultural e de aproximação entre a China e a União Europeia.

"Portugal, enquanto nação periférica, pode servir-se de uma diplomacia de serviço, no caso,  contribuindo para fazer de Macau um centro de conhecimento e de relações entre a União Europeia e a China", referiu, salientando que a presença portuguesa pode mesmo alargar-se a outras províncias chinesas, "onde se nota uma forte apetência pelas coisas de Portugal".

Lusa/Fim