Macau: Prémios pagos pela concessão de terrenos em quebra face a 1998
Arquivo Lusa 1999
Macau, 06 Dez (Lusa) - Os prémios pagos pela concessão de terrenos em Macau situavam-se no final de Outubro em 900 milhões de patacas, menos de metade dos 2.000 milhões arrecadados pelo Fundo de Terras ao longo de 1998.
De acordo com a chefe da parte chinesa ao Grupo de Terras Luso-Chinês, Yang Runzhen, o valor do Fundo de Terras no final de Outubro ascendia a 9.800 milhões de patacas.
"A taxa de rentabilidade do fundo situou-se em 7,41 por cento, ligeiramente inferior aos 8,41 por cento conseguidos o ano passado.
Tal ficou a dever-se ao facto de os bancos terem baixado as taxas de juro para as operações passivas", disse hoje Yang Runzhen em declarações à imprensa local.
Nos termos das linhas orientadoras do Fundo de Terras, apenas um terço do seu valor pode ser investido tendo, de acordo com a chefe da parte chinesa, esse montante sido aplicado em obrigações internacionais com o 'rating' AAA e em obrigações denominadas em dólares norte-americanos emitidas pelos bancos públicos da República Popular da China.
Relativamente ao futuro, Yang Runzhen disse que o Fundo de Terras será entregue ao chefe do executivo da futura Região Administrativa de Macau a 20 de Dezembro e que o processo burocrático de transferência não deverá demorar mais do que três meses.
O futuro secretário para os Assuntos Económicos e Financeiros, Tam Pak-un, presente na 7/a reunião da Comissão Consultiva do Fundo de Terras da RAEM e 8/a da Comissão de Investimento, declarou aos jornalistas que após a transferência o Fundo será administrado por uma comissão a ser criada pela Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM).
"Iremos gerir o Fundo de Terras de acordo com princípios conservadores e, tendo em atenção que constitui uma reserva financeira da RAEM, o seu montante não será aproveitado para o Orçamento do ano 2000", disse.
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