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Macau: Português na presidência da região Ásia-Pacífico da Organização Mundial da Família

Arquivo Lusa 1999

Macau, 12 Jul (Lusa) - O português Nuno Jorge foi hoje eleito em Macau presidente da Região Ásia-Pacífico da Organização Mundial da Família (OMF), que reúne mais de meia centena de países e territórios daquela região do mundo.

No princípio de um mandato de dois anos, Nuno Jorge garante que vai "identificar os pontos e áreas de actuação comuns a cada uma das sub-regiões que compõem a zona Ásia-Pacífico, e também identificar os problemas específicos a toda essa zona. Depois disso, vamos (a OMF) tentar solucionar esses  problemas, mediante vários projectos-piloto".

Alarcão Troni, secretário-adjunto do Governo de Macau para os Assuntos Sociais e Orçamento e ex-presidente da Região Ásia-Pacífico da OMF, lembrou, na Assembleia-Geral que elegeu Nuno Jorge, alguns dos problemas que se põe às famílias naquela parte do mundo.

Troni admitiu não ter confiança na preparação da região Ásia-Pacífico para as dificuldades do futuro, em especial as que se relacionam com o envelhecimento da população e com a manutenção dos sistemas de segurança social, "numa área do globo onde, no ano 2000, vai viver mais de metade da população mundial".

O recém-eleito presidente da região Ásia-Pacífico da OMF é arquitecto e preside também à Cruz Vermelha de Macau.

A Cruz Vermelha de Macau, membro desde 1996 da OMF, inaugurou hoje em Macau um centro de direito humanitário internacional, com a presença da presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, Maria Barroso.

"É preciso conhecer as leis que regem a ajuda humanitária, como a Cruz Vermelha a faz, e essas leis são esta espécie de compêndio jurídico universal, que é o direito humanitário", declarou Maria Barroso.

"É um direito que nasceu da necessidade de socorrer as pessoas, sabendo aquilo que se deveria saber e como se deveria fazer o socorro que era necessário para quem estava a sofrer", acrescentou a presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.

A OMF é uma organização internacional não governamental, que tem por objectivo melhorar as condições das famílias na sociedade, representando os seus direitos e interesses e promovendo a coordenação das organizações que partilhem os mesmos objectivos.

Lusa/Fim