Macau: Gerente Banco da China adverte para continuação da crise
Arquivo Lusa 1999
Macau, 26 Jul (Lusa) - O gerente-geral do Banco da China em Macau advertiu hoje para o facto de a economia do território ainda não ter recuperado da crise que atravessa acrescentando que a população deve ainda preparar-se para encarar futuras dificuldades.
Zhu Chi disse à agência Lusa que a taxa de desemprego (6,1 por cento em Maio) e a deflação (descida de 3,1 por cento dos preços no primeiro semestre de 1999) existentes em Macau, bem como a evolução do Produto Interno Bruto do território (que sofreu uma quebra de 03 por cento em 1998), provam que os reflexos da crise económica asiática são ainda visíveis.
O responsável do Banco da China adiantou ainda que as reservas da instituição aumentaram 900 milhões de patacas (21,15 milhões de contos) no passado semestre, mais 10 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado.
Zhu Chi adiantou ainda que em Dezembro, o Banco da China irá fazer uma emissão de notas para que exista papel-moeda em circulação em Macau com a data do mês da transferência da administração do território de Portugal para a China.
Desde 1997 que o banco da China é banco emissor em Macau, juntamente com o Banco Nacional Ultramarino, depois de um acordo assinado com o governo do território a 18 de Outubro de 1995.
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