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Macau exorta operadoras a reforçarem fiscalização

epa01583897 (FILES) A file photo dated 23 August 2007, shows a croupier counting chips on a black jack table at the Venetian casino, Macau, China.  A news report said on 23 December 2008, that five hundred employees at Asia's biggest casino resort, the Venetian Macao, have been laid off as the global slump hits betting revenues, . Other casino workers at the glitzy multi-billion-dollar complex which opened in August last year, have reportedly been asked to cut their working week from 48 hours to 40 hours from January. The redundancies come as casinos in the southern Chinese resort struggle to cope with the economic slump and new restrictions on gamblers from China travelling to Macau. One hundred managers as well as workers at all levels are among the redundancies at the Venetian Macao, owned by the US casino operator Las Vegas Sands, according to the South China Morning Post.  EPA/PAUL HILTON

A Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau exorta as operadoras a reforçarem a fiscalização sobre a promoção do jogo 'online', após supostas irregularidades que envolvem o maior angariador mundial de apostadores VIP.

"A exploração de qualquer atividade relacionada com jogos de fortuna ou azar na RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] pode constituir um crime", adverte em comunicado a DICJ.

"O Governo (...) não permite ao setor do jogo efetuar qualquer promoção de jogos 'online', de apostas via telefónica e outras atividades relacionadas através dos casinos", sublinhou-se na mesma nota.

A DICJ "exortou as concessionárias/subconcessionárias para a necessidade de uma fiscalização rigorosa dos promotores de jogo junto delas registados, por forma a prevenir aproveitamento indevido dos casinos da RAEM para a promoção de jogos 'online' ou colocação de apostas via telefónica".

O organismo regulador da exploração do jogo em Macau "reforçou ainda que qualquer violação da lei (...), ainda que essa violação tenha lugar fora da RAEM, poderá ter implicações na idoneidade do promotor do jogo", referindo-se ao Grupo Suncity, acusado de atividades de "jogo online" e "apostas por procuração".

 

Inspeção de jogos de Macau já ouviu Grupo Suncity

 

A Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos de Macau (DICJ) disse a um ‘site’ especializado em informação sobre casinos na Ásia que já ouviu representantes do Grupo Suncity, acusado de promover ilegalmente o jogo ‘online’.

A entidade reguladora do jogo em Macau disse que a reunião na terça-feira serviu para melhor "entender a situação" relacionada com alegações de que o grupo está envolvido em atividades de "jogo online" e "apostas por procuração", avançou hoje o GGRAsia.

O Economic Information Daily, um jornal afiliado da agência de notícias oficial chinesa Xinhua, noticiou na segunda-feira que havia contactado cerca de "30 jogadores" que supostamente usavam serviços de jogos ‘online’ associados ao Grupo Suncity.

O jornal alegou que o grupo, nos locais que explora em Macau, angariou jogadores do interior da China para uma aplicação de jogos ‘online’ disponível fora do território.

O Grupo Suncity já negou a informação e condenou a notícia do Economic Information Daily. O grupo classificou a informação de falsa e assegurou que a notícia se baseava sobretudo em conjeturas, prejudicando seriamente a sua reputação.

Numa resposta ao GGRAsia, a DICJ afirmou que quaisquer violações das leis em Macau, ou mesmo de regulamentos em locais fora do território, poderiam afetar a aptidão de um promotor do jogo no território continuar a operar, o que a confirmar-se levaria a entidade reguladora a tomar medidas sérias.

DICJ sublinhou ainda que o jogo ‘online’ em Macau é ilegal, bem como a realização de qualquer atividade relacionada com o jogo ‘online’.

 

Suncity não será banido de Macau

 

O especialista em jogo Changbin Wang disse à Lusa não acreditar que o Grupo Suncity seja afastado da exploração de salas de casinos em Macau, mas admitiu danos na reputação do maior angariador mundial de apostadores VIP.

“Mesmo que se confirme que o Suncity opera [ilegalmente] jogos ‘online’, não creio que seja banido de Macau, pois o jogo ‘online’ é operado fora” do território, afirmou o diretor do Centro de Pesquisa e Ensino do Jogo do Instituto Politécnico de Macau (IPM).

Contudo, admitiu o professor, a confirmar-se a informação de que promoveu ilegalmente o jogo ‘online’ “o dano político pode ser significativo” para o grupo que já expressou a sua vontade de concorrer a uma licença para explorar o jogo em Macau a partir de 2022.

A Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos de Macau (DICJ) disse a um ‘site’ especializado em informação sobre casinos na Ásia que já ouviu representantes do Grupo Suncity, acusado de atividades de "jogo online" e "apostas por procuração" avançou hoje o 'site' especializado em informações sobre casinos na Ásia, o GGRAsia.

O Economic Information Daily, um jornal afiliado da agência de notícias oficial chinesa Xinhua, noticiou na segunda-feira que havia contactado cerca de "30 jogadores" que supostamente usavam serviços de jogos ‘online’ associados ao Grupo Suncity.

O jornal alegou que o grupo, nos locais que explora em Macau, angariou jogadores do interior da China para uma aplicação de jogos ‘online’ disponível fora do território.

O Grupo Suncity já negou a informação e assegurou que a notícia se baseava sobretudo em conjeturas, prejudicando seriamente a sua reputação.

Numa resposta ao GGRAsia, a DICJ afirmou que quaisquer violações das leis em Macau, ou mesmo de regulamentos em locais fora do território, poderiam afetar a aptidão de um promotor do jogo no território continuar a operar, o que a confirmar-se levaria a entidade reguladora a tomar medidas sérias.

Em declarações à Lusa, a 21 de maio, o diretor executivo do Suncity anunciou a pretensão do grupo em concorrer às concessões de novas licenças de jogo em Macau, em 2022.