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Macau: CTM lançou rede GSM 1800

Arquivo Lusa 1999

Macau, 30 Nov (Lusa) - A Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM) lançou hoje a rede GSM 1800, cuja entrada em funcionamento na quarta-feira irá coincidir com a redução entre 20 a 23 por cento das taxas do serviço móvel no território.

O lançamento da rede móvel GSM 1800 está incluído num projecto de investimento orçamentado em 160 milhões de patacas a ser concretizado até ao final do ano 2000 e que permitirá melhorar  substancialmente a cobertura móvel no território, já com incidência na parte final de 1999, aquando das cerimónias de transferência da Administração de Macau de Portugal para a China.

Em entrevista recente à agência Lusa, o responsável pelos serviços móveis da CTM, Vandy Poon, disse que toda a zona da transferência - edifício Zhu Kuan, Centro Cultural, Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE) e o local das cerimónias - "vai ser extremamente reforçada em termos de comunicações móveis indo a CTM instalar apenas naquela zona 1/4 da capacidade total existente em Macau".

As melhorias a introduzir na zona onde decorrerão as cerimónias da transferência de administração irão permitir, por exemplo, que no edifício onde funcionará o centro de imprensa, rádio e televisão se possa falar por telefone nos elevadores sem quebra de sinal.

O reforço da rede móvel da CTM na zona onde decorrerão as cerimónias de transferência da Administração contou com o apoio da empresa sueca Ericsson, um dos principais fornecedores da CTM, que cedeu, numa base gratuita, todo o equipamento bem como algumas centenas de telefones móveis.

Durante a cerimónia de lançamento da rede GSM 1800, o director-geral adjunto da CTM, Paulo Alves, assinalou que desde a introdução dos serviços telefónicos móveis em 1988 a Companhia de  Telecomunicações de Macau tem "vindo a investir na melhoria da qualidade de rede e no desenvolvimento de vários serviços de valor acrescentado".

Paulo Alves garantiu ainda que a CTM "continuará a adquirir novas tecnologias, assegurando a melhor qualidade de serviço aos seus clientes".

Até ao final de Setembro, o serviço móvel da CTM tinha cerca de 110 mil clientes - 5.000 dos quais no analógico, número que tem vindo a diminuir - depois de no final do ano passado ter chegado aos 77 mil.

Os projectos da CTM para o futuro - agora que tem a concessão exclusiva das telecomunicações garantida por mais dez anos com excepção dos serviços móveis, acesso à Internet e chamadas de valor  acrescentado - passam pela introdução de novos serviços como o "telebanking", serviço através do qual um cliente CTM poderá aceder ao seu banco e à sua conta bancária e efectuar um conjunto de operações sem necessidade de deslocação a uma agência.

Lusa/Fim