Macau/99: Cruz Vermelha local continuará com um presidente português
Arquivo Lusa 1999
Pequim, 11 Jul (lusa) - A Cruz Vermelha de Macau passará a depender de Pequim após a transferência do território para a China, mas o seu presidente, o arquitecto português Nuno Jorge, deverá manter no seu lugar.
"A China concordou que o actual presidente ficasse, o que mostra bem as boas relações os nossos dois países", disse a presidente da Cruz Vermelha, Portuguesa, Maria Barroso, que concluiu no fim de semana uma visita de quatro dias à China.
"A Cruz Vermelha de Macau tem sido muito bem dirigida e a sugestão para que ficasse o mesmo presidente foi muito bem aceite", acrescentou Maria Barroso.
De acordo com os estatutos daquela organização humanitária, em cada país só pode haver uma Sociedade da Cruz Vermelha, e por isso, quando Macau for transferido para a China, no próximo dia 20 de Dezembro, a delegação local da Cruz Vermelha passará a ser um ramo da Cruz Vermelha chinesa.
A presidente da Cruz Vermelha defendeu o "reforço da cooperação" com a sua congénere chinesa, afirmando que "a via humanitária pode ajudar a resolver muitos problemas e não fere susceptibilidades políticas".
Lusa/Fim