Macau/99: Consórcio português comercializa produtos comemorativos da transferência de soberania
Arquivo Lusa 1999
Macau, 26 Mar (Lusa) - Um consórcio privado português liderado pela Associação Industrial Portuguesa (AIP) vai comemorar a passagem da administração de Macau para a China com uma iniciativa de carácter comercial e uma outra de carácter cultural.
"Parte das receitas que obtivermos com a iniciativa comercial vai ser utilizada na realização, primeiro em Lisboa e depois em Macau, de uma grande exposição de obras de artistas plásticos do território, e publicação de um livro comemorativo", afirmou Luís Morales, vice-presidente da AIP.
De acordo com Luís Morales, o consórcio, que integra as empresas Crisal, SPAL, Sanguinhal e Quinta do Castelinho e o Banco Nacional Ultramarino, preparou uma série de artigos de qualidade portugueses que serão comercializados em todo o Mundo e que visam, fundamentalmente, os coleccionadores.
"Vamos colocá-los em Portugal, República Popular da China, Hong Kong, Sudeste Asiático e Macau bem como na Europa. Aliás, posso já anunciar que o consórcio está em negociações com empresas inglesas, que dedicam a sua actividade à comercialização de produtos comemorativos.
Para comemorar a passagem da administração de Macau para a República Popular da China, o consórcio "Macau 99" preparou quatro edições numeradas e limitadas, a mais vistosa e cara das quais é uma caixa revestida interiormente a veludo vermelho com uma garrafa de vinho Carcavelos, um "decanter" e dois copos em cristal, que apresenta uma tiragem de 11.999 conjuntos ao preço de 549 euros ou 110 contos.
O segundo artigo, com uma tiragem de 15 mil conjuntos, é uma caixa, igualmente revestida no seu interior a veludo vermelho, com uma garrafa de vinho do Porto "Quinta do Castelinho" e dois copos em cristal, a ser comercializado ao preço de 150 euros ou 30 contos.
Por último, a SPAL preparou pratos, travessas e cinzeiros comemorativos ao preço de 37, 75 e 50 euros, respectivamente.
Com o patrocínio do governador de Macau, general Rocha Vieira, este consórcio "Macau 99" dispõe de uma comissão de honra, que inclui os nomes do ex-presidente da República Mário Soares, do ex-primeiro-ministro Pinto Balsemão, do presidente da Fundação Oriente Carlos Monjardino, de Murteira Nabo, presidente do grupo Portugal Telecom, João Salgueiro, presidente do grupo CGD e do comendador Rocha de Matos, presidente da AIP.
Do lado de Macau, esta comissão de honra inclui os nomes de Stanley Ho, presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Turismo e Diversões de Macau (STDM) e Eric Yeung Tsun Man, presidente do Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau.
O Banco Nacional Ultramarino é a instituição que exercerá o controlo financeiro desta operação comercial.
Em declarações à agência Lusa, Luís Morales afirmou que, em Abril próximo, chegará a Macau uma missão empresarial organizada pela AIP para a qual já estão inscritos representantes de 55 empresas portuguesas que se deslocam ao território em busca de oportunidades de negócio.
A AIP, disse ainda o vice-presidente, está a preparar uma outra missão que se deslocará ao território por ocasião das cerimónias de transferência da administração para a China, havendo o propósito de continuar a manter estes contactos mesmo após 20 de Dezembro de 1999.
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