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Macau/99: Universidade de Macau é peça “estruturante e estratégica”da autonomia – Rocha Vieira

Arquivo Lusa 1999

Macau, 13 Dez (Lusa) - A Universidade de Macau é uma peça"estruturante e estratégica" da autonomia do território e do projecto de constituição da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) inerente à Declaração Conjunta, afirmou hoje o governador do território.

Ao intervir na cerimónia de despedida da Universidade de que é chanceler, Rocha Vieira disse que "não é possível cumprir o projecto que está estabelecido e prometido para a população de Macau se o território não tiver quadros qualificados e capazes de tomarem sobre si próprios o governo (...) do território inserido na grande China, mas que pertence ao segundo sistema (capitalista)".

"A nossa aposta no ensino, nomeadamente no ensino superior,foi um grande empreendimento" disse Rocha Vieira ao salientar que a administração portuguesa sabia que seria um investimento"altamente reprodutivo no médio e longo prazo e absolutamente indispensável no curto prazo", referiu.

Rocha Vieira salientou também que a Universidade de Macau cumpriu a sua missão - de formador de quadros - de uma "formabeficiente e com grande qualidade, respondendo bem às necessidades do território no processo de transição e projectando-a no longo prazo que se avizinha na vida da futura RAEM".

Para o governador, os resultados obtidos pela Universidade provam que a instituição "cumpriu de forma exemplar aquilo que se esperava dela" e é por isso, continuou, que a população do território pode olhar para o futuro com "confiança porque tem líderes capazes de assumir as responsabilidades que estão inerentes ao Governo da futura RAEM".

"Também é importante que os filhos desta terra não sintam mais a necessidade de emigrar para poderem progredir nos seus estudos e é grato verificar que a par da Universidade de Macau outras instituições de ensino superior foram criadas, desde logo o Instituto Politécnico que nasceu também da antiga Universidade da Ásia Oriental (actual Universidade de Macau)", assinalou.

Rocha Vieira salientou também a necessidade de a Universidade de Macau desempenhar o "papel insubstituível" de ligar o território às redes de conhecimento internacional para que o território"possa progredir e consolidar com confiança e com raízes e fazer crescer as sementes que foram lançadas em bom tempo".

Essa ligação contribuirá também, segundo Rocha Vieira, para a autonomia de Macau, um factor "indispensável para que Macau possa desempenhar a sua vocação de utilidade como plataforma dentro da grande China e assumindo as suas responsabilidades no segundo sistema".

"A internacionalização de Macau passa pelas instituições mais vocacionadas para essa tarefa e a Universidade tem aí um papel que tem vindo a assumir mas que é forçoso que o intensifique e que o disponibilize em favor dos recursos humanos mas também das ligações que Macau precisa de ter dentro da grande China para acentuar, manter e consolidar a diferença que o caracteriza num quadro de utilidade dentro da Região em que se insere", afirmou.

Durante a cerimónia, Rocha Vieira condecorou a Universidade de Macau com a medalha de Valor, o vice-reitor Rui Martins com a medalha de Mérito Profissional, Rufino Ramos, administrador da Universidade,com a medalha de Dedicação e António Rodrigues Júnior, presidente da Fundação Macau, com a medalha de Mérito Cultural.

Lusa/Fim