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Macau/99: Revista de Imprensa portuguesa

Arquivo Lusa 1999

Lisboa, 20 Dez (Lusa) - O olhar de missão cumprida de Vasco Rocha Vieira com a bandeira portuguesa dobrada e encostada ao coração é hoje repetido na capa de três jornais portugueses que chamam à primeira página a transferência de Macau para administração chinesa.

A foto de corpo inteiro de Rocha Viera faz a capa do Público, com o título "O último arriar de bandeira". No interior do jornal, entre reportagens e artigos de opinião, contam-se 10 páginas de informação sobre as cerimónias realizadas no domingo.

"Macau já é saudade" garante o Correio da Manhã, que publica a fotografia do ex-governador e ainda o momento em que a bandeira chinesa foi hasteada na Praça das Cerimónias.O jornal dedica quatro páginas ao fim do império português, depois de 442 anos de presença no território asiático.

A capa do Diário de Notícias "engordou" e o jornal aproveita um plano inteiro de capa e contra-capa para estender uma única foto com as saudações militares a Jiang Zemin e Jorge Sampaio no início da cerimónia oficial.

"Lágrimas na festa" titula o diário, que preenche nove páginas com o assunto. Na página dois do jornal, uma foto de alto a baixo, sem palavras, sem espaços em branco, a cinco colunas: um fundo vermelho, Rocha Vieira de frente, a bandeira dobrada, a mão sobre o escudo, junto ao coração.

O Jornal de Notícias também aposta na nostalgia na hora da despedida. "Alma portuguesa no corpo da China" titula o jornal em manchete, acrescentando que "correram lágrimas de saudade e de muito orgulho" durante a cerimónia. No interior, a história é contada em duas páginas.

O Diário Económico também não esquece o assunto e diz que "Portugal passa testemunho em Macau", com a fotografia mais utilizada no momento do arriar da bandeira no Palácio de Santa Sancha.

O 24 Horas fura o pleno dos jornais portugueses e relega o assunto a uma pequena chamada. "Macau já é deles", titula o jornal com uma foto dos sorridentes Edmund Ho, o novo governador do território, e Jiang Zemin, o presidente chinês.

O drama das cheias na Venezuela é a manchete do jornal, que garante que há "Portugueses entre os mortos".

Lusa/Fim