Macau/99: Polícias de Macau preparadas para “qualquer eventualidade”, disse Manuel Monge
Arquivo Lusa 1999
Macau, 07 Dez (Lusa) - As polícias de Macau estão preparadas para "qualquer eventualidade" nas cerimónias de transferência da Administração portuguesa do território para a China, garantiu hoje o secretário-adjunto para a Segurança, Manuel Monge.
"Não é previsível que numa altura de festa possam ocorrer distúrbios, mas as polícias estão atentas e preparadas para qualquer eventualidade", disse, ao ser instado a comentar a capacidade policial de Macau.
Manuel Monge, que falava no final do 33/o encontro periódico entre os Serviços de Segurança Pública da província chinesa de Guangdong e as Forças de Segurança de Macau, disse também que a China "irá colaborar com Macau no reforço da segurança do território nomeadamente através de um maior controlo das fronteiras".
"A segurança em Macau compete às autoridades de Macau mas é evidente que a China tomará algumas medidas especiais no controlo de movimentos para que não venham da China materiais e pessoas indesejáveis", afirmou.
Manuel Monge sublinhou ainda que as Forças de Segurança de Macau vão tomar algumas medidas especiais no que respeita à circulação em toda a zona onde decorrerão cerimónias, prevendo-se mesmo que em "algumas áreas sejam interditas".
Na última reunião entre as autoridades policiais de Macau e Guangdong sob administração portuguesa, Manuel Monge e Chen Shaoji - chefe da delegação chinesa - salientaram os "bons resultados" da cooperação luso-chinesa ao longo do anos "especialmente nos últimos seis meses "com especial incidência no combate à imigração ilegal e ao crime organizado".
Ambas as partes confirmaram também a "vontade" de continuar a cooperação no futuro.
Devido às cerimónias de transferência da Administração de Macau para a China, as autoridades policiais do território e da China "estabeleceram mecanismos de coordenação e contacto" que estão a funcionar permanentemente, refere o comunicado final da reunião.
Macau é um território chinês sob Administração portuguesa cujo exercício da soberania reverterá para a República Popular da China a 20 de Dezembro de 1999.
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