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Macau/99: Pequim engalanada de vermelho

Arquivo Lusa 1999

Pequim, 18 Dez (Lusa) - Como na passagem do ano lunar e no aniversário da fundação da República Popular da China, os principais feriados chineses, a Praça Tiananmen está engalanada com dezenas de bandeiras vermelhas de seda, celebrando a transferência de poderes em Macau.

É essa, também, a palavra de ordem que domina aquela imensa Praça do centro de Pequim e que está escrita com seis enormes caracteres brancos sobre fundo vermelho: "Qing Zhu Ao Men Hui Gui" (Celebrar o Retorno de Macau).

A Avenida da Paz Eterna (Chang An), que passa no topo norte da Praça Tiananmen, e outras importantes artérias de Pequim estão igualmente decoradas com bandeiras vermelhas e lanternas da mesma cor, um adereço tradicional das festas chinesas.

Mesmo nos estreitos "hutongs", os típicos becos de Pequim, delimitados por muros cinzentos, há numerosas bandeiras vermelhas hasteadas à entrada das casas.

Hoje à tarde, apesar de os serviços meteorológicos terem previsto que a temperatura máxima em Pequim não iria acima dos três graus negativos, centenas de pessoas acorreram à Praça Tiananmen para apreciar as decorações.

A principal atracção era o painel electrónico de 19 metros de altura montado à entrada dos Museus da História e da Revolução, no lado oriental da Praça, que desde Maio de 1998 conta os dias que  faltam para a transferência de poderes em Macau.

Atrás das barreiras metálicas que isolavam o recinto em frente, agentes da polícia alinhavam as cadeiras para o espectáculo que vai ali realizar-se domingo à meia-noite, quando o zero aparecer  no painel.

Casais, grupos de jovens e excursões da província faziam-se fotografar com o histórico painel em fundo. Algumas pessoas empunhavam pequenas bandeiras verdes da futura Região Administrativa Especial de Macau, compradas ali mesmo por um yuan (24 escudos).

Para os chineses, hoje é, também, o primeiro dia de um fim de semana prolongado. (Como há dois anos e meio, quando Pequim reassumiu a soberania de Hong Kong, segunda-feira será feriado nacional na China).

Hotéis e centros comerciais também aderiram às celebrações, mas nestes casos, as decorações misturam-se com os adereços típicos da quadra natalícia e anúncios de festas para a entrada no ano 2000.

Macau é "a ultima parcela do território chinês ocupada por estrangeiros" e a sua transferência para a administração chinesa representa "mais um grande passo para a completa reunificação da

China".

A partir de segunda-feira, faltará apenas Taiwan, a ilha onde se refugiou o governo da antiga Republica da China depois de o partido comunista chinês ter tomado o poder no continente, em 1949.

Lusa/Fim