Macau/99: Novas notas de banco entram em circulação no primeiro dia da RAEM
Arquivo Lusa 1999
Macau, 15 Dez (Lusa) - Novas notas de banco no montante de 2.260 milhões de patacas (54,24 milhões de contos) são colocadas em circulação em Macau a 20 de Dezembro, anunciou hoje o presidente do Conselho de Administração da Autoridade Monetária e Cambial de Macau.
As novas notas, que entram em circulação no primeiro dia de existência da Região Administrativa Especial de Macau, serão emitidas pelos dois bancos emissores do território - Banco da China (BC) e Banco Nacional Ultramarino (BNU) - e irão juntar-se às actualmente em circulação, que ascendem a 6.300 milhões de patacas.
A nova emissão será assegurada em 1.310 milhões de patacas pelo Banco da China e 950 milhões pelo Banco Nacional Ultramarino. A diferença prende-se, segundo Anselmo Teng, com a necessidade de equilibrar os montantes até agora colocados em circulação pelo BNU com os do Banco da China.
Assim, o BNU colocará no mercado 60 milhões de patacas em notas de 20 patacas (100 milhões para o Banco da China), 50 milhões em notas de 50 patacas (50 milhões), 500 milhões em notas de 100 patacas (300 milhões), 250 milhões em notas de 500 patacas (700 milhões) e 500 milhões em notas de 1.000 patacas (300 milhões).
De acordo com o gerente da sucursal em Macau do Banco da China, Zhu Chi, as novas notas estarão disponíveis em algumas ATM (caixas automáticas) às 00:00 do dia 20 sendo que aos balcões apenas a 22 de Dezembro, o primeiro dia útil de trabalho após os feriados decretados pela China para celebrar a transferência de poderes.
Ao usar da palavra, Herculano Sousa, gerente da sucursal de Macau do BNU, recordou que o banco que dirige é "Y2K compliant", isto é, passará de 1999 para 2000 sem qualquer perturbação nos seus sistemas informáticos, e que há suficientes notas e moedas em circulação pelo que, em seu entender, a população não tem necessidade de se precaver levantando mais dinheiro do que o necessário.
Tanto o gerente Zhu Chi como Herculano Sousa aproveitaram ainda a ocasião para reafirmar a plena confiança no futuro de Macau e do seu sistema financeiro e adiantaram tudo ir fazer para contribuir para a estabilidade e desenvolvimento do sistema económico-financeiro do território.
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