Macau/99: Jóias da arquitectura são cenário do espectáculo da transferência
Arquivo Lusa 1999
Macau, 13 Dez (Lusa) - Algumas "jóias" do património arquitectónico de Macau, designadamente as ruínas Igreja de S. Paulo,constituem o cenário onde decorrerá o espectáculo de variedades das cerimónias da transferência da administração do território para a China.
O Templo de A-Ma, construído por pescadores chineses no século XVI, como tributo à deusa dos navegantes, junta-se no palco de grandes dimensões à emblemática fachada de S. Paulo. A
Igreja de S. Domingos e o edifício da Santa Casa da Misericórdia, ambos integrados no conjunto urbanístico do Largo do Leal Senado, no centro da cidade, são outros dos imóveis reabilitados pela administração portuguesa ali representados.
Por este palco vão passar, entre outros, os artistas portugueses Dulce Pontes, Luís Represas e Rão Kiao, no espectáculo que decorrerá apenas horas antes da cerimónia oficial da transferência de poderes.
O pavilhão desmontável onde vão decorrer os espectáculos, próximo do Centro Ecuménico e da estátua da deusa Kun Iam, é uma"tenda" gigante com estrutura em aço coberta por uma tela impermeável.
O pavilhão onde será servido um banquete a 2.500 convidados localiza-se no espaço adjacente, na mesma zona dos Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE).
A decoração interior e a instalação do equipamento já se encontram na fase final, predominando as cores claras.
O átrio da sala do banquetes, espaçoso e virado para o Centro Cultural de Macau e para o pavilhão da cerimónia oficial, ostenta vários arcos e colunas de estilo clássico em branco e creme.
As várias entradas incluem rampas de acesso para deficientes. O chão está pavimentado com uma alcatifa amarelo-torrado, as mesas são redondas e as cadeiras, em madeira e com assento em palhinha, são pintadas a dourado.
A solenidade do ambiente é acentuada por reposteiros vermelhos e a iluminação é assegurada por lustres simples, também vermelhos,que pendem de um tecto falso em tecido branco, o qual filtra mais luz emitida por uma fila de lâmpadas que ficam "escondidas". Foram ainda aplicados projectores brancos nas paredes.
Pendem do tecto vários arranjos de flores artificiais,intercalados com os candeeiros a todo o comprimento da sala onde vão jantar os presidentes da China e de Portugal, Jiang Zemin e Jorge Sampaio, no dia 19.
Lusa/Fim