Macau/99: Fundo de Terras atinge os 9.200 milhões de patacas
Arquivo Lusa 1999
Macau, 23 Jun (Lusa) - O Fundo de Terras (FT) da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) atingiu no final de Maio o valor de 9.200 milhões de patacas (220,8 milhões de contos), anunciou hoje a responsável chinesa no Grupo de Terras Luso-Chinês (GTLC).
O anúncio de Yang Run Zhe foi feito, em Macau, no final da reunião do grupo de trabalho para os assuntos económicos da Comissão Preparatória da RAEM.
"Se a situação económica melhorar e se f"r possível recuperar também os prémios das vendas de terrenos ocorridas este ano, pensamos que o valor do FT possa atingir os 10.000 milhões de patacas no final de 1999", disse Yang Run Zhe no final da reunião.
A mesma responsável adiantou ainda que o processo de transferência da verba do governo central chinês para a RAEM deverá estar finalizado em dois meses, à semelhança do que aconteceu em 1997 em Hong Kong, o que representa que a verba estaria disponível a partir de Fevereiro do ano 2000.
No final de 1998 o FT da RAEM possuía 8.880 milhões de patacas (213, 12 milhões de contos).
O empresário e membro da Comissão Preparatória da RAEM, Eric Yeung defendeu, por seu turno, que a futura RAEM deveria estudar a concentração dos vários fundos existentes em Macau, em apenas uma entidade o que permitiria uma melhor gestão das reservas da RAEM e da sua operacionalidade.
Eric Yeung, um dos responsáveis pelo grupo para os assuntos económicos da Comissão Preparatória da RAEM disse ainda que o futuro governo poderia ainda aplicar as reservas da RAEM em obrigações.
No âmbito da Declaração Conjunta Luso-Chinesa todos os rendimentos do Governo de Macau provenientes da concessão de terrenos são divididos em partes iguais, após deduzidos os custos médios de produção de terras, entre a Administração portuguesa do território e o futuro governo da RAEM.
A parte correspondente à RAEM está convertida num Fundo de Terras gerido pela parte chinesa, podendo ser utilizado até 1999, em caso de necessidade e mediante consentimento da China para o desenvolvimento de obras públicas em Macau o que, no entanto, nunca aconteceu.
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