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Macau/99: Empresário Eric Yeung diz que não é candidato a Chefe do Executivo

Arquivo Lusa 1999

Macau, 16 Abr (Lusa) - O empresário Eric Yeung Tsun Man anunciou hoje não ser candidato ao cargo de primeiro Chefe do Executivo da futura Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) a partir de 20 de Dezembro de 1999.

"Não me vou candidatar ao cargo", garantiu Eric Yeung no Gabinete de Macau do Secretariado da Comissão Preparatória da RAEM quando confirmava a sua presença no Comité de Selecção que vai  escolher o futuro Chefe do Executivo.

O empresário de Macau assegurou, no entanto, estar "disponível para servir Macau".

"A candidatura a Chefe do Executivo é apenas uma forma de servir Macau. Há outras e através delas darei o meu contributo ao território", afirmou ainda Eric Yeung.

Eric Yeung era apontado juntamente com Edmund Ho e Stanley Au como um dos possíveis candidatos ao cargo de Chefe do Executivo da futura RAEM.

Doutorado em Business Management pela Universidade de Washington, Eric Yeung, 53 anos, é director da fábrica de brinquedos "Perfecta Toys" e Presidente do Centro de Produtividade e  Transferência de Tecnologia de Macau.

É também vice-presidente do Conselho Económico, membro da Comissão Política Consultiva do Povo Chinês, membro da Comissão Preparatória (CP) da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) e do Comité de Selecção que vai escolher o futuro Chefe do Executivo.

Até ao momento, apenas os banqueiros Edmund Ho Hau Wah, do Banco Tai Fung, e Stanley Au, presidente do grupo financeiro "Delta Asia", anunciaram as suas candidaturas ao cargo.

O prazo para a apresentação de candidaturas ao lugar de Chefe do Executivo da RAEM termina a 17 de Abril.

O Chefe do Executivo da futura Região Administrativa Especial de Macau deverá ser conhecido no dia 16 de Maio, quando a Comissão Preparatória da RAEM voltar a reunir-se em Zhuhai e na sequência da escolha do Comité de Selecção formado por 200 personalidades de Macau.

O nome escolhido será apresentado ao governo central chinês que o nomeará oficialmente para o cargo poucos dias depois.

Lusa/Fim