Macau 99: Edmund Ho afirma dispor de um plano para pôr termo ao crime organizado
Arquivo Lusa 1999
Macau, 12 Set (Lusa) - O chefe do executivo da futura Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Edmund Ho, afirmou dispor de um plano para pôr termo à violência das seitas após 20 de Dezembro, mas escusou-se a revelar o seu conteúdo.
No decurso de uma conferência de imprensa realizada no World Trade Centre de Macau para jornalistas da China continental, Edmund Ho, depois de afirmar não poder estar a revelar pormenores desse plano, sublinhou que as seitas "não terão uma vida confortável" se, após a transferência, ignorarem a existência de um novo governo.
De acordo com o chefe do executivo da futura RAEM, o próximo ataque ao crime organizado será uma questão tanto política como legal e terá como ponto central a criação de condições para evitar que os elementos das seitas possam passar da ameaça à acção.
Citado pelo China Daily, Edmund Ho prometeu criar um ambiente calmo e seguro após o regresso de Macau à China e estabeleceu como prioridades imediatas o combate à corrupção e ao crime organizado bem como à reduzida eficiência da máquina administrativa.
A revisão do sistema legal, que é qualificado de ultrapassado, está igualmente nos planos do chefe do executivo da RAEM.
Para Edmund Ho, apenas depois de estes problemas estarem resolvidas é que se pode pensar em dar a volta à "indesejável estrutura económica" de Macau que está centrada no imobiliário e no jogo.
Admitindo que demorará entre um a dois anos para que Macau recupere dos efeitos da crise económica asiática, Edmund Ho adiantou aos jornalistas que o seu executivo não irá perder tempo e irá consultar os dirigentes locais a fim de preparar um plano económico para os próximos cinco a 10 anos.
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