Macau/99: Consulado português “exprime dignidade”
Arquivo Lusa 1999
Macau, 17 Dez (Lusa) - A futura representação consular portuguesa em Macau "exprime com dignidade" a importância que Portugal continuará a dar à futura Região e aos portugueses que permanecem, afirmou hoje o secretário de Estado das Comunidades, José Lello.
"Ao procurar criar instalações com esta dignidade, capazes, modernas e apelativas temos como objectivo a manutenção de Portugal no território" disse José Lello.
Salientou também o "grande significado" da residência do cônsul, que ficará instalado no ex-hotel Bela Vista, um dos ex-libris do território.
A propósito da instalação da residência no antigo hotel Bela Vista, José Lello disse - numa conversa informal com jornalistas - que recebeu na Secretaria de Estado das Comunidades "algumas" cartas, fax e "e-mail" a "protestar violentamente" contra o encerramento da unidade hoteleira.
José Lello, que hoje efectuou uma visita às instalações onde ficará instalada a chancelaria portuguesa em Macau - antigo hospital de São Rafael e até recentemente a sede da Autoridade Monetária e Cambial de Macau - assinalou também que além dos actos consulares, que este ano foram, até agora, 65.000, o edifício albergará ainda as instituições responsáveis pelas actividades culturais, que deverão ficar a cargo do Instituto Português do Oriente e de negócios, a cargo do ICEP-Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal.
O secretário de Estado sustentou que Macau será, através do Instituto Português do Oriente/Instituto Camões, a "placa giratória da divulgação e da mobilização das língua e cultura portuguesas para todo o sudeste asiático".
José Lello manifestou-se ainda no final da sua visita às instalações consulares, que são inauguradas sábado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Jaime Gama, "confiante em relação ao futuro e à estabilidade de Macau", na medida em que "os portugueses saem mas deixam instituições, organizações, meios e infraestruturas que permitirão ao território manter a sua especificidade no futuro".
Instado a comentar os custos da manutenção dos edifícios da representação portuguesa em Macau José Lello disse apenas que "será cara como são todas".
"Na modernização que temos desenvolvido estamos a intervir em 125 postos consulares, mas, de facto, a representação externa é cara mas não o é apenas em Macau", afirmou.
O futuro Consulado-Geral de Portugal em Macau, que será dirigido pelo diplomata Carlos Frota, terá três vice-cônsules e um quadro de pessoal próximo das 40 pessoas e vai ser responsável por todos os actos inerentes a uma representação consular como a emissão ou renovação de documentos, casamentos, registos de nascimentos e óbitos, entre outras funções.
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