Macau/99: Cerimónia transferência – circulação restrita a partir de 2/a feira
Arquivo Lusa 1999
Macau, 10 Dez (Lusa) - Os cidadãos de Macau com residências localizadas junto aos locais das cerimónias de transferência devem abster-se de chegar às janelas e filmar ou fotografar por razões de segurança pessoal, advertiu hoje o coronel Armando Aparício.
"Para evitar que os agentes que vão ser colocados em locais estratégicos possam confundir essas máquinas fotográficas ou de video com armas, apelamos aos residentes para que se abstenham de chegar à janela", reafirmou o director do Gabinete de Segurança da Cerimónia de Transferência, para adiantar que os telhados dos edifícios ficam totalmente interditos à população.
Numa conferência de imprensa que contou ainda com a presença do comandante e sub-intendente da PSP e do comandante da Polícia Marítima e Fiscal (PMF) foram dadas a conhecer as restrições à circulação de pessoas e viaturas nas zonas dos Novos Aterros do Porto Exterior (NAPE) e Fórum onde vão ter lugar as cerimónias de transferência de administração e de posse do governo da futura Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).
Assim, se a partir de segunda-feira as duas zonas ficam já sujeitas a medidas de segurança, a partir das 14:00 do dia 18 até às 24:00 do dia 20 de Dezembro toda e qualquer actividade comercial será suspensa e os próprios residentes são aconselhados a manter-se em casa não circulando sem objectivo.
"Para obviar à proibição de entrar com veículos nas duas zonas, vai ser criado um serviço gratuito de pequenos autocarros que procurará minimizar os incómodos para os residentes", disse o coronel Aparício, para acrescentar que tal sacrifício será o contributo dos residentes para a constituição da RAEM.
Os edifícios passarão a ter apenas uma entrada possível onde agentes da polícia controlarão a sua identidade através de listas previamente organizadas e mediante a apresentação de um cartão que terá de ser levantado previamente.
Respondendo a perguntas colocadas pelos jornalistas, o coronel Aparício garantiu que as Forças de Segurança de Macau (FSM) "têm plena capacidade técnica e operacional para garantir que as cerimónias vão decorrer sem quaisquer incidentes".
Adiantou que as cerimónias vão absorver mais de 4.000 dos cerca de 6.000 efectivos que também serão sacrificados pois, disse, "vão garantir turnos de 12 horas contra as seis horas normais".
Quanto ao apoio a ser dado pelas autoridades de Hong Kong e da China, o director do Gabinete de Segurança da Cerimónia de Transferência disse que as primeiras apoiarão na recepção e segurança de todos os convidados que utilizem o aeroporto Chek Lap Kok até que, a meio do caminho, essa responsabilidade será assegurada pelas forças de segurança de Macau.
Quanto à China, o coronel Aparício referiu ser já público que as autoridades de Guangdong têm vindo a colaborar com as de Macau, tendo já há alguns meses colocado efectivos tanto nas águas como nas zonas terrestres limítrofes ao território.
Disse ainda que, nos termos do acordado internacionalmente, a China poderá fazer entrar em Macau alguns agentes de segurança para protecção imediata dos seus dignitários.
"Mas, fora isso, a protecção de todos os convidados e demais população continuará, como sempre, a ser assegurada pelas Forças de Segurança de Macau", garantiu aquele responsável.
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