Macau/99: Centenas saudaram chegada do exército chinês ao aquartelamento provisório
Arquivo Lusa 1999
Macau, China, 20 Dez (Lusa) - Centenas de pessoas acorreram hoje ao edifício Long Cheng, onde ficou instalada a guarnição de Macau do Exército Popular de Libertação (EPL), para saudar à entrada dos militares no aquartelamento provisório.
Os 500 soldados - homens e mulheres - que hoje entraram em Macau em dois carros blindados anti-motim, dez tanques de guerra, 28 carros e carrinhas de transporte de tropas são a guarda avançada dos mil homens que o exército chinês decidiu estacionar em Macau.
Á porta do aquartelamento provisório do EPL, junto ao antigo Liceu de Macau, centenas de pessoas acotovelavam-se para ver e aplaudir cada momento das cerimónias de instalação, que teve início com a entrada dos veículos num parque fechado, seguindo-se a entrada dos efectivos do ELP no edifício Long Cheng, carregando mochilas, metralhadoras e escudos de protecção.
Nas partes da Rua de Goa que se encontravam abertas à população, centenas de pessoas - muitos turistas vindo do interior da China - aplaudiam e agitavam bandeiras da República Popular e da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), enquanto outras posavam para as fotografias ao lado de elementos do exército chinês.
O último carro a entrar no parque fechado foi um camião coberto de transporte de tropas.
Após a instalação no aquartelamento, enquanto a polícia na rua ia tentando dispersar os curiosos, os homens e mulheres do exército chinês formaram em parada, enquanto o comandante do destacamento local iniciava a revista às forças.
Depois das tropas terem efectuado o percurso entre as Portas do Cerco e a rua de Goa, desfilando pela Avenida da Amizade, que circunda a zona norte da cidade, mais de cinco mil pessoas ocuparam a mesma avenida numa manifestação de apoio à entrada do EPL e à criação da Região Administrativa Especial, organizada pela "Comissão dos Diversos Sectores de Macau para as Actividades de Celebração do Retorno de Macau à Pátria" .
Por mais de duas horas, desfilaram meia centena de carros alegóricos preparados por diversas empresas, associações civis e serviços públicos, além de grupos folclóricos e representantes das minorias chinesas vindos do interior da China expressamente para o efeito.
No meio das manifestações culturais e políticas chinesas, um único grupo na parada - o da Associação dos Trabalhadores da Função Pública - guardava as memórias da cultura portuguesa, participando no desfile envergando trajes típicos portugueses e dançando o Malhão .
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