Macau/99: Celebração na Praça Tiananmen
Arquivo Lusa 1999
Pequim, 20 Dez (Lusa) - Com música e fogo de artifício, 30.000 essoas "representativas de todos os estratos sociais" celebraram hoje o "regresso de Macau à Pátria chinesa" na histórica Praça Tiananmen, no centro de Pequim.
Devido ao frio (doze graus negativos, segundo a previsão do serviço chinês de meteorologia), a celebração durou menos de uma hora e só aqueceu quando faltavam 144 segundos para a meia-noite.
Nessa altura, dois ecrãs gigantes de televisão começaram amostrar imagens da cerimónia de transferência de poderes em Macau,vendo-se então a bandeira portuguesa a ser arriada.
Logo a seguir, a multidão, em coro, associou-se à contagem decrescente afixada no painel electrónico de dezanove metros montado na parte oriental da Praça Tiananmen, e que desde há um ano e meio contava os dias e segundos que faltavam para a transferência de poderes em Macau.
Assim que o zero apareceu no painel e os dois ecrãs de televisão mostraram a bandeira da República Popular da China a ser hasteada em Macau, dezenas de peças de fogo de artifício iluminaram o céu de Pequim.
Junto ao painel viam-se quatro grandes caracteres, também vermelhos: "Ao Men Ni Hao" (Olá Macau).
A celebração na Praça Tiananmen, a maior do mundo, com uma área de 40 hectares, foi organizada pelo governo municipal de Pequim.
Há dois anos e meio, quando a China reassumiu a soberania sobre Hong Kong, os festejos realizados no mesmo local reuniram cem mil pessoas e duraram até ao nascer do sol.
Desta vez, devido ao frio, as celebrações foram mais reduzidas e as trinta mil pessoas seleccionadas para a ocasião, começaram a dispersar logo às 00.15 (hora local).
Oficialmente, porém, a transferência de Macau para a administração chinesa é considerada tão importante como o"regresso de Hong Kong", no dia 1 de Julho de 1997, e representa "mais um grande passo para a completa reunificação da China".
Segunda-feira, é feriado nacional na China e à noite, num pavilhão gimnodesportivo de Pequim, haverá uma "grande comício-espectáculo" com a presença do presidente Jiang Zemin e de todos os outros seis membros do 'Polibturo' do Partido Comunista Chinês, a cúpula do poder.
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