Macau/99: Celebração em Pequim com 12 graus negativos
Arquivo Lusa 1999
Pequim, 19 Dez (Lusa) - Enfrentando um vento gelado, milhares de pessoas acorreram hoje à Praça Tiananmen para uma última fotografia junto ao painel electrónico que desde há ano e meio conta os dias que faltam para a transferência de poderes em Macau.
Depois das 21:00 (13:00 em Lisboa), a entrada na Praça Tiananmen ficará reservada aos 30.000 "cidadãos representativos de todos os estratos sociais" que vão participar numa celebração do "regresso de Macau à Pátria" organizada pelo município de Pequim.
Há dois anos e meio, quando a China reassumiu a soberania sobre Hong Kong, a celebração realizada na mesma Praça reuniu cem mil pessoas e prolongou-se até ao nascer do sol, mas desta vez, devido ao frio, os festejos durarão apenas uma hora.
A temperatura mais alta registada hoje em Pequim foi de cinco graus negativos e à meia-noite os termómetros deverão descer aos 12 graus negativos.
Durante a tarde, na Praça Tiananmen, os habituais vendedores de bandeirinhas verdes da Região Administrativa Especial de Macau vendiam também luvas, a trinta yuan (cerca de setecentos escudos) cada par.
Eles não eles, contudo, os únicos a tentar aproveitar as oportunidades comerciais oferecidas por este "histórico momento".
Armados com máquinas polaroid, fotógrafos amadores "ofereciam" os seus serviços a quem quisesse tirar um retrato com o referido painel electrónico em fundo.
A celebração de hoje à noite, presidida pelo primeiro secretário da organização do Partido Comunista Chinês em Pequim, Jia Qinglin, inclui fogo de artifício, danças, música e acrobacia.
Um ecrã de televisão gigante montado no local mostrará em directo a cerimónia de transferência de poderes em Macau.
Como na passagem do ano lunar e no aniversário da fundação da República Popular da China, os principais feriados chineses, a Praça Tiananmen está engalanada com dezenas de bandeiras vermelhas de seda.
Macau é "a ultima parcela do território chinês ocupada por estrangeiros" e a sua transferência para a administração chinesa representa "mais um grande passo para a completa reunificação da China".
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