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Macau/99: Atenção às relações a longo prazo entre Portugal e China, defende representante de Pequim

Arquivo Lusa 1999

Macau, 10 Fev (Lusa) - Portugal e a China devem olhar para as relações bilaterais numa perspectiva de longo prazo, defendeu hoje o representante de Pequim, em Macau, Wang Qiren.

O director da delegação da agência noticiosa Xinhua em Macau, Wang Qiren, admitiu existirem ainda "algumas pequenas dificuldades nas relações bilaterais" mas considerou que "em termos globais a cooperação está a desenvolver de um modo muito positivo".

Wang Qiren que falava durante um encontro com jornalistas disse que "os dois países (Portugal e a China) não devem olhar apenas para o presente no que toca à resolução das questões de Macau uma vez que é mais importante a cooperação a longo prazo para bem da amizade sino-portuguesa e da estabilidade do território".

O representante da China em Macau congratulou-se ainda com o consenso obtido entre a parte portuguesa e chinesa no Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês (GLC) referente ao local da cerimónia da transferência de poderes que decorre a 19 de Dezembro de 1999 e anunciou que as três cerimónias a realizar nessa altura serão conjuntas.

"Portugal fará uma cerimónia de despedida, Portugal e a China estarão presentes na cerimónia da transferência de poderes e a seguir terá lugar a cerimónia, organizada pela China, da fundação da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) e a tomada de posse dos seus responsáveis", acrescentou.

Wang Qiren aproveitou o encontro para recordar que o ano de 1999 é de "grande importância para a China" porque se comemoram os 50 anos da fundação da República Popular e o regresso de Macau à China a 20 de Dezembro.

Na sua intervenção o director da Xinhua referiu-se igualmente aos trabalhos da Comissão Preparatória da RAEM e à criação da Comissão de Selecção que vai escolher o futuro chefe do executivo da RAEM considerando que "a população de Macau está a atingir um nível de participação nos assuntos da sua própria terra nunca visto na sua história".

Lusa/Fim