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Macau/99: As cores do primeiro dia da nova vida de Macau

Arquivo Lusa 1999

Macau, China, 20 Dez (Lusa) - O território de Macau acordou hoje decorado com o vermelho da China e o verde da bandeira da Região Administrativa Especial, mas sem vestígios das cores e símbolos de  Portugal.

Milhares de bandeiras portuguesas que decoravam, ao lado das da China, as ruas de Macau nos últimos dias foram retiradas nas primeiras horas após a integração do território na República Popular.

Da mesma forma, foram tapados, ou retirados, os símbolos de Portugal que estavam nos edifícios públicos, como no Palácio da Praia Grande, onde em vez do escudo português está agora o símbolo da República Popular da China.

No mastro do Palácio da Praia Grande, sede da antiga administração portuguesa, flutua agora a bandeira vermelha da China.

Também no antigo Leal Senado de Macau uma cortina azul tapa o brasão secular da instituição camarária e apresenta o novo símbolo da Câmara Municipal Provisório Provisória de Macau.

Os agentes das forças de segurança de Macau ostentam também nos uniformes o símbolo da Região Administrativa Especial.

Desde as zero horas de hoje e após cerca de 450 anos sob administração portuguesa, Macau é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China.

A bandeira da Região é de cor verde e ostenta as cinco cores da China, a amarelo, e uma flor de lótus branca, com três pétalas que simbolizam a península de Macau e as ilhas da Taipa e de Coloane.

As bandeiras chinesas e da Região vêem-se por toda a cidade, destacando-se também em muitas ruas enormes faixas de pano vermelho com frases em chinês e em português a saudar o "retorno de Macau à Mãe Pátria".

As virtudes do princípio "um país, dois sistemas", que enquadrou a integração de Macau e Hong Kong, são também temas destacados nas faixas de pano, que ostentam ainda a promessa de que o  "futuro será melhor", feita pelo presidente chinês, Jiang Zemin, logo após a transferência de poderes.

A meteorologia deu uma ajuda a Jiang Zemin, com o sol a brilhar e uma temperatura amena, depois dos dias cinzentos e com chuva que acompanharam o fim da administração portuguesa.

A melhoria do tempo favoreceu os promotores das iniciativas populares para acolher hoje as tropas do Exército Popular de Libertação, com milhares de pessoas concentradas nas ruas desde há  muitas horas.

Lusa/Fim