Macau/99: 12 deputados ao “parlamento” chinês após a transição
Arquivo Lusa 1999
Pequim, 09 Mar (Lusa) - Macau terá doze deputados na Assembleia Nacional Popular chinesa depois de a administração do território passar para a China em 20 de Dezembro de 1999.
O numero é indicado numa proposta apresentada hoje à Assembleia Nacional Popular, o "órgão supremo do poder de Estado na China", cuja sessão anual decorre até 15 de Março em Pequim.
Macau já está representado naquele órgão, mas apenas por cinco deputados, que fazem parte da delegação da província de Guangdong.
De acordo com a proposta apresentada hoje, cuja votação está agendada para segunda-feira, os actuais cinco delegados de Macau à Assembleia Nacional Popular chinesa são automaticamente reconduzidos.
Entre eles figura o banqueiro Edmundo Ho (He Houhua, em chinês), que é também um dos 134 membros do Comité Permanente da assembleia.
Os outros sete serão eleitos por um Colégio Eleitoral composto pelos cidadãos chineses do Comité de Selecção de 200 membros que no final de Maio ou no início de Junho vai escolher o futuro chefe-executivo de Macau.
A eleição dos futuros deputados será feita por voto secreto e o número de candidatos deverá ser 20 a 50 por cento maior do que os lugares a preencher, diz a proposta.
O Comité de Selecção, organismo formado exclusivamente por residentes de Macau e cuja composição deverá ser anunciada em Abril, incluirá alguns portugueses, mas os deputados à Assembleia Nacional popular serão todos de nacionalidade chinesa.
Macau será integrado na República Popular da China em 20 de Dezembro, com o mesmo estatuto de Hong Kong (Região Administrativa Especial) e também segundo a fórmula "um país, dois sistemas", que permitirá a continuação do capitalismo e do "modo de vida" existente no território.
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