Macau: 300 polícias em transferências de presos
Arquivo Lusa 1999
Macau, 17 Nov (Lusa) - Cerca de 300 agentes das Polícias de Segurança Pública e Judiciária acompanhados por um grupo de guardas prisionais efectuaram hoje uma operação de transferência de nove reclusos para um bloco de alta segurança da cadeia de Macau.
A operação, desencadeada às 22:30 de terça-feira, prolongou-se até cerca das 03:00 e envolveu a transferência de nove reclusos não identificados para o novo bloco de alta segurança do Estabelecimento Prisional de Coloane, situado num edifício nas imediações do recinto principal do presidio macaense e que foi alvo, nos últimos meses, de obras de adaptação do espaço.
O director dos Serviços de Justiça de Macau, Cheong Weng Cheon, disse à Agência Lusa que a operação foi coordenada pelos serviços com o apoio da Unidade Táctica de Intervenção Policial da Polícia de Segurança Pública e da Polícia Judiciária.
"Durante a operação não foi registado qualquer problema nem os reclusos ofereceram qualquer resistência à sua transferência", disse Cheong Weng Cheon escusando-se, no entanto, a revelar o nome dos reclusos transferidos "por razões de segurança".
O novo bloco da cadeia de Coloane, que possui 17 celas individuais com características idênticas às de alta segurança", foi, antes de dar entrada os reclusos, "completamente revistado" não tendo sido registada qualquer anomalia, sublinhou o director dos Serviços de Justiça.
Durante a operação policial foi ainda efectuada uma rusga a diversos blocos do Estabelecimento Prisional de Coloane onde os agentes encontraram 17 facas, 32 telemóveis, dezenas de maços de cigarros, aparelhagens, filmes em discos compactos, entre outros produtos proibidos, assinalou ainda Cheong Weng Cheon.
Embora os nomes dos reclusos não tenham sido divulgados, o chefe do gabinete do secretário-adjunto para a Justiça, António Ganhão, confirmou à agência Lusa que Wan Kuok Koi, alegado líder da seita 14 quilates, foi um dos nove reclusos transferidos para o novo bloco.
Wan Kuok Koi, detido a 01 de Maio de 1998, cerca de 12 horas depois de um engenho explosivo ter destruído o carro do director da Polícia Judiciária, está a ser julgado por associação criminosa e outros crimes.
A leitura da sentença está marcada para 23 de Novembro.
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