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Macau/99: Guarnição militar chinesa com 900 efectivos, diz revista

Arquivo Lusa 1999

Macau, 09 Abr (Lusa) - A guarnição militar que a China planeia estacionar em Macau depois da transferência de administração do território em 20 de Dezembro será constituída por 900 efectivos e comandada por um general, diz a revista Yazhou Zhoukan na sua última edição.

A revista de língua chinesa, editada em Hong Kong, cita fontes não identificadas referindo que a guarnição que o Exército Popular de Libertação (EPL) irá estacionar em Macau será "de alto nível", mas de estatuto inferior à da guarnição, de 4.000 efectivos, colocada em Hong Kong depois da transferência da soberania da antiga colónia britânica em 01 de Julho de 1997.

A Yazhou Zhoukan, considerada bem informada, adianta que não foi ainda escolhido o general que irá comandar a guarnição chinesa de Macau.

Os planos da China sobre o estacionamento de uma guarnição do EPL em Macau depois da transferência de poderes foram anunciados em Pequim pelo vice-primeiro-ministro Qian Qichen em Setembro de 1998, numa decisão que Portugal considerou "unilateral e desnecessária".

Pequim anunciou igualmente planos para deslocar para Macau antes da transferência de administração uma guarda avançada de efectivos militares destinada a fazer preparativos para a instalação da guarnição.

Portugal, que deixou de ter presença militar em Macau em 1975, mantém uma posição de desacordo sobre a presença de tropas chinesas em Macau e tem respondido a insistências chinesas para colocar a questão na agenda do Grupo de Ligação Conjunto com a posição de que o assunto está a ser debatido em Lisboa através de canais diplomáticos.

Lusa/Fim