Macau/99: Fundo de Terras atingiu em 1998 o valor de 8,880 mil milhões de patacas
Arquivo Lusa 1999
Macau, 31 Mar (Lusa) - O Fundo de Terras (FT) da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM) atingiu em 1998 a verba de 8,880 milhões de patacas (11,1 mil milhões de dólares norte-americanos), anunciou a responsável chinesa no Grupo de Terras Luso-Chinês (GTLC).
O anúncio de Yang Run Zhen foi feito na terça-feira durante a sexta reunião da comissão de investimento do Fundo de Terras, que recebe metade das verbas provenientes das concessões de terrenos em Macau.
O aumento de 928 milhões de patacas em relação a 1997 (7,952 mil milhões de patacas) foi considerado pelo banqueiro e responsável pela comissão de investimento, Edmund Ho Hau Wah, como consequência da "alta taxa de rentabilidade obtida pelas aplicações efectuadas ao longo do ano".
Edmundo Ho disse ainda que, face à conjuntura financeira actual, o Fundo de Terras "será gerido durante 1999 ainda com uma maior prudência do que em 1998".
Yang Run Zhen revelou que 70 por cento do FT da RAEM vai ser colocado em depósitos a prazo enquanto que os restantes 30 por cento serão utilizados na compra de obrigações AAA.
A responsável da parte chinesa no GTLC disse ainda que, após a entrada em funcionamento da RAEM em 20 de Dezembro de 1999, o futuro Chefe do Executivo será consultado sobre a gestão do FT.
No âmbito da Declaração Conjunta Luso-Chinesa, todos os rendimentos do Governo de Macau provenientes da concessão de terrenos são divididos em partes iguais, após deduzidos os custos médios de produção de terras, entre a Administração portuguesa do território e o futuro governo da RAEM.
A parte correspondente à RAEM está convertida num Fundo de Terras gerido pela parte chinesa, podendo ser utilizado até 1999, em caso de necessidade e mediante consentimento da China para o desenvolvimento de terras e obras públicas de Macau, o que no entanto nunca aconteceu.
Lusa / Fim