Governo de Macau quer garantir bens essenciais e preços estáveis na época de tufões
Macau, China, 16 mai 2019 (Lusa) - A Secretaria para a Economia e Finanças de Macau anunciou hoje ter definido novos planos de contingência para responder a desastres, numa altura em que se aproxima a época de tufões no território.
"O mais importante é a garantia do abastecimento de bens de primeira necessidade" e a "estabilidade dos respetivos preços", lê-se num comunicado daquele gabinete, divulgado após uma reunião interdepartamental para a prevenção e redução de catástrofes.
Em março, as autoridades anunciaram que preveem quatro a seis tempestades tropicais até ao início de outubro, algumas das quais podem atingir o nível de tufão severo ou super tufão.
Neste sentido, as autoridades competentes estão a trabalhar para assegurar a passagem alfandegária destes bens essenciais "sem sobressaltos".
Por outro lado, foi reforçada a comunicação e a colaboração com as seis operadoras de jogo, "tendo sido elaborados planos de resposta a tufões para casinos", onde já foram realizados simulacros "de situações imprevistas", indicou o gabinete.
No ano passado, à passagem do super tufão Mangkhut, todos os casinos do território fecharam as portas, numa ação sem precedentes.
No campo das indemnizações, a pasta da Economia e Finanças garantiu que a Autoridade Monetária de Macau já está a estudar a "criação de um regime de seguros contra grandes desastres", projeto anunciado em novembro pelo chefe do executivo, durante a apresentação das Linhas de Ação Governativa (LAG) para 2019, último ano do mandato.
De acordo com a Direção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau, "o primeiro ciclone tropical a afetar Macau pode ocorrer em meados de junho". "Quatro a seis tempestades tropicais" podem entrar "a menos de 800 quilómetros do território e algumas podem atingir o nível de tufão severo ou super tufão", apontaram, em comunicado.
Em meados de setembro do ano passado, o tufão Mangkhut, considerado o mais forte da temporada, causou prejuízos económicos diretos e indiretos no valor de 1,74 mil milhões de patacas (192 milhões de euros), segundo o último balanço das autoridades.
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