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Futuro de Macau na nova China

 

Vinte anos após a criação da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), o território é hoje um dos protagonistas numa China em crescimento, que se assume cada vez mais como uma das grandes referências da economia mundial.

No ano destas efemérides, a Lusa, a maior agência de notícias em português, com forte presença em todos os países de língua portuguesa e a única estrangeira com delegação em Macau, organiza duas conferências – em Lisboa e Macau – para debater as oportunidades de negócio na China do século XXI, o papel de Macau nos projetos da Grande Baía do Rio das Pérolas e o papel de Macau e de Portugal na ponte com os países da Lusofonia.

Para mais informações, contactar eventos@lusa.pt

Programa da conferência (clique aqui)

A conferência decorre dia 16 de abril no Centro Científico e Cultural de Macau, e conta com a presença do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, do embaixador da China em Portugal, Cai Run, e do reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, para além de uma mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois da nota de boas vindas, feita pelo presidente da Lusa, Nicolau Santos, e pelo presidente do Centro Científico e Cultural de Macau, Luís Filipe Barreto, o primeiro painel é dedicado às Oportunidades de Futuro, enquanto o segundo módulo incide sobre As Pontes para a Lusofonia.

O primeiro painel terá intervenções do vice-presidente do conselho de administração da Fundação Oriente, João Costa Pinto, do presidente da câmara de comércio luso-chinesa, João Marques da Cruz, da presidente da comissão executiva da Luz Saúde, Isabel Vaz, e do presidente da YDreams, António Câmara.

No segundo painel participam o presidente da Fundação Jorge Álvares, o general Garcia Leandro, o presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, o presidente da confederação empresrial da CPLP, Salimo Abdula, o chairman da Delta Cafés, Rui Nabeiro, e o secretário-geral adjunto do Fórum Macau, Rodrigo Brum.

Nesta nova China, que tem em marcha um plano de investimentos e cooperação económica em vários continentes, Macau ficou com o papel de ponte entre Pequim e os países da Lusofonia, constituindo-se como uma plataforma que fomenta os investimentos mútuos e as parcerias entre a China, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Pela sua localização geográfica, Macau – que mantém um sistema jurídico próprio e o português como língua oficial, a par do chinês – é um dos pontos de destaque nos projetos da Grande Baía do Rio das Pérolas, onde recentemente foi inaugurada aquela que é considerada a maior ponte marítima do mundo para ligar três mercados estratégicos: Hong Kong, Macau e a província chinesa de Guangdong.

É neste espaço que está a ser desenvolvido a Grande Baía, com o objetivo de transformar nove cidades (Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing) e as duas regiões administrativas especiais de Macau e Hong Kong numa megalópole com 68 milhões de habitantes.

Além do 20.º aniversário da criação da RAEM (em 20 de dezembro de 1999), em 2019 assinalam-se também os 40 anos do restabelecimento das relações diplomáticas entre Lisboa e Pequim (em 08 de fevereiro de 1979) e os 70 anos da fundação da República Popular da China (em 01 de outubro de 1949).