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Fosun satisfeita com atividade em Lisboa e otimista sobre desenvolvimento do país

O presidente do conselho de administração do Bank of China, Tian Guoli (D), com o presidente da Fosun, Guo Guangchang, antes do pequeno-almoço do  primeiro ministro português, António Costa (ausente na foto) com empresários chineses, no âmbito da visita de Estado à República Popular da China e à Região Administrativa Especial de Macau, no Palácio do Povo, em Pequim, 09 outubro de 2016. ESTELA SILVA/LUSA

 

O grupo chinês Fosun, que em Portugal detém a Fidelidade e é o principal acionista do BCP, promete continuar a potenciar recursos para o seu portfólio de empresas portuguesas e está otimista em relação ao desenvolvimento do país.

Em declarações escritas à agência Lusa, aquando da visita do Presidente chinês Xi Jinping a Portugal, em dezembro de 2018, o 'senior vice-president' do grupo Fosun afirmou que a "Fosun é e será sempre otimista em relação ao desenvolvimento económico e social" de Portugal.

Li Haifeng disse que, quatro anos e meio depois do seu primeiro investimento em Portugal (a seguradora Fidelidade), a Fosun "está muito satisfeita com a sua atividade" no país.

"A Fidelidade está a ter um bom desempenho, especialmente no que diz respeito a indicadores-chave, como a quota de mercado, os ativos líquidos, o retorno de investimento e os negócios internacionais. No caso do Millennium BCP [onde detém 27,06% do capital], a sua capitalização bolsista aumentou aproximadamente 85% em menos de dois anos e, graças ao apoio da Fosun, o banco assinou um acordo com a UnionPay International, tornando-se o primeiro distribuidor não-chinês de cartões UnionPay na Europa (com exceção da Rússia)", detalhou.

O responsável disse também que o investimento da Fidelidade na Luz Saúde "está a correr bem, com uma contínua expansão da empresa e a consolidação da sua liderança nos sistemas de saúde privados".

A Fosun "é um investidor de longo-prazo e continuará a apoiar as empresas do seu portfólio com o crescimento da China e os seus recursos globais", disse o 'senior vice-president' do grupo.

Questionado pela Lusa sobre a estratégia do grupo para o futuro em Portugal, Li Haifeng afirmou que a Fosun "continuará a potenciar recursos para o seu portfólio de empresas Portuguesas, abrindo-lhes a porta a oportunidades globais", sem concretizar.

O responsável salientou que o facto de a Fosun ter estabelecido uma relação com o país quando este "passou por momentos difíceis, demonstra" que "é e será sempre otimista em relação ao desenvolvimento económico e social do país".

"A Fosun está também confiante no que diz respeito ao papel positivo dos investidores chineses no futuro de Portugal", disse, salientando que o grupo "é um investidor de longo-prazo e continuará a apoiar as empresas do seu portfólio com o crescimento da China e os seus recursos globais".

A Fosun tem sede em Xangai e investimentos em múltiplos setores, como saúde, turismo, moda, imobiliário e banca. Destaca-se a propriedade de empresas reconhecidas como Club Med, Thomas Cook e Cirque du Soleil.

Carla Jorge e Irina Melo