Economia de Macau cresce 4,7% em 2018
A economia de Macau cresceu 4,7% em 2018, registando um abrandamento do ritmo do crescimento, indicam dados divulgados pela Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC).
Durante 2018, "a procura interna apresentou um comportamento desfavorável, com uma contração anual de 1,7%", indicou.
Por outro lado, a despesa do consumo privado, a despesa do consumo final do Governo e as importações de bens registaram aumentos de 4,5%, 3,8% e 4,7%, respetivamente, devido às subidas do número total de empregados, do rendimento do emprego e da despesa do Governo.
As exportações de serviços cresceram 9,4%, em termos anuais, impulsionadas por um ligeiro aumento da procura externa, do número de visitantes e respetivas despesas.
A DSEC destacou ainda os aumentos nas exportações de serviços do jogo (10,3%) e nas exportações de outros serviços turísticos (9,4%). As exportações de bens subiram 11%.
No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 440,3 mil milhões de patacas (cerca de 48 mil milhões de euros) e o PIB 'per capita' 666.893 patacas (cerca de 73 mil euros).
O deflator implícito do PIB, que mede a variação global de preços, subiu 3,6% em 2018.
Em relação ao quarto trimestre do ano passado, o PIB de Macau cresceu 2,1% em termos reais, ligeiramente superior a 1,9% no terceiro trimestre.
A DSEC reviu ainda, em baixa, a taxa de crescimento económico do primeiro trimestre de 2018 (9,3%) e em alta as taxas referentes ao segundo (6%) e terceiro (1,9%) trimestres.
Em 2017, o PIB atingiu 404,2 mil milhões de patacas (41 mil milhões de euros) e o PIB 'per capita' 622.803 patacas (63 mil euros).
Macau define-se como “uma das quatro principais cidades” da Grande Baía
As autoridades de Macau destacaram hoje que o território é “uma das quatro principais cidades na construção da Grande Baía”, projeto chinês que pretende afirmar a região do delta do rio das Pérolas numa metrópole mundial.
O diretor dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional de Macau, Mi Jean, esteve hoje em Pequim, numa conferência sobre as linhas gerais da Grande Baía, e afirmou que Macau tem “o papel de motor central” no projeto chinês, de acordo com um comunicado das autoridades do território.
Durante a conferência, Mi Jian sublinhou que um dos objetivos do projeto “é impulsionar o estabelecimento do corredor da ciência e tecnologia e da inovação Guangzhou-Shenzhen-Hong Kong-Macau”.
“Macau será o ponto de apoio nesta construção, o que representa uma responsabilidade e um desafio”, frisou.
O objetivo do projeto é construir uma metrópole mundial a partir de Hong Kong e Macau, e nove cidades da província de Guangdong (Dongguan, Foshan, Cantão, Huizhou, Jiangmen, Shenzhen, Zhaoqing, Zhongshan e Zhuhai), numa região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões (milhões de milhões) de dólares norte-americanos - maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.
O documento estipula que, até 2022, a Grande Baía deverá converter num ‘cluster’ de classe mundial e, até 2035, numa área de excelência a nível internacional.
Estas ambições estão patentes no documento divulgado, no dia 18 de fevereiro, pelo Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC) e pelo Conselho de Estado (Executivo), intitulado de “Linhas Gerais do Planeamento para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.
Elsa Jacinto e Miguel Mâncio