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Covid-19: Primeiro-ministro do Canadá impõe auto-isolamento

Toronto, Canadá, 12 mar 2020 (Lusa) -- O primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau decidiu iniciar hoje um período de quarentena após a sua mulher ter manifestado sintomas semelhantes aos da gripe.


O gabinete de Trudeau informou hoje que Sophie Gregoire Trudeau regressou de um compromisso no Reino Unido, onde discursou, e na noite de quarta-feira manifestou sintomas de gripe, incluindo um ligeiro estado febril.


A mulher do primeiro-ministro canadiano foi submetida a análises de despiste do novo coronavírus e ainda aguarda dos resultados. Desde então, os seus sintomas regrediram.


"Por precaução, o primeiro-ministro decidiu auto isolar-se e está a trabalhar desde casa até que sejam conhecidos os resultados de Sophie", refere a declaração.


O gabinete assinalou ainda que, por conselho médico, o primeiro ministro deverá prosseguir as suas atividades diárias e monitorizar a sua saúde, pelo facto de não apresentar sintomas.


Trudeau, que cancelou diversos compromissos, deverá ocupar o dia de hoje com telefonemas e reuniões virtuais, incluindo com diversos líderes mundiais, para além de dirigir uma reunião extraordinária do Governo sobre o novo coronavírus.


O novo coronavírus (SARS-CoV-2) responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.


O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.


A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.


Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.


Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.


A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.



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Lusa/Fim