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China refuta informações de alegado espião chinês em Sydney

Sydney, Austrália, 23 nov 2019 (Lusa) - A China afirmou hoje que o alegado espião chinês que pediu asilo na Austrália após ter revelado supostos detalhes de operações de espionagem já foi condenado por fraude e é atualmente procurado pela polícia de Xangai.


No sábado, a imprensa australiana noticiou que um desertor chinês, identificado como Wang "William" Liqiang, forneceu às autoridades de Camberra detalhes sobre como Pequim financia e conduz atividades de interferência política.


Wang, que está em Sydney com a mulher e o filho e já solicitou asilo na Austrália, disse ter participado em ações como o sequestro do livreiro Lee Bo, um dos cinco editores sequestrados em Hong Kong que foi levado para a China sem qualquer ordem de extradição.


Wang também disse que se infiltrou na universidade e nos meios de comunicação de Hong Kong para combater o movimento pró-democracia, participou numa operação para interferir nas eleições em Taiwan, incluindo as eleições presidenciais do próximo ano, e denunciou que a sua organização tem acordos com vários doadores políticos na Austrália.


A embaixada chinesa refutou hoje as informações e publicou uma declaração da polícia de Xangai que refere que Wang foi condenando por fraude, em outubro de 2016, na província de Fujian, a uma pena suspensa de um ano e meio de prisão.


A mesma nota policial refere que Wang é agora procurado pela polícia na sequência de uma fraude cometida no início deste ano.


De acordo com as autoridades de Xangai, Wang é suspeito de ter enganado uma pessoa em 4,6 milhões de renminbis (cerca de 600 mil euros), com um falso projeto de investimento que envolvia a importação de carros.


A embaixada disse que Wang partiu para Hong Kong em 10 de abril com um passaporte chinês falso e um falso bilhete de identidade e residência de Hong Kong.


Wang alertou a imprensa australiana que arrisca ser detido e executado se regressar à China.



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Lusa/fim