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China/70 anos: Grandes datas da China comunista desde 1949

Pequim, 28 set 2019 (Lusa) - A República Popular da China comemora na terça-feira os 70 anos da sua fundação pelo dirigente Mao Zedong, após uma longa guerra civil.


Eis algumas das datas mais importantes da sua História.



+++ Fundação e repressão +++


Em 01 de outubro de 1949, Mao Zedong proclama a República Popular da China em Pequim. Seguem-se campanhas políticas por vezes violentas.


Entre 1956 e 1957, durante a campanha das "Cem Flores", os intelectuais são convidados a exprimir-se e a criticar o Partido Comunista Chinês (PCC). Meio milhão deles é de seguida enviado para o campo.


Mao lança em 1958 o "Grande Salto em Frente", uma campana de coletivização dos meios de produção e industrialização que causou cerca de 30 milhões de mortes.


Em 1959, as tropas chinesas reprimem um levantamento no Tibete, cujo líder espiritual, o dalai lama, se exila na Índia.



+++ Revolução cultural +++


De 1966 a 1976, Mao, afastado após o desastre do Grande Salto em Frente, lança a "Revolução Cultural" para retomar o poder com a ajuda dos "guardas vermelhos", jovens comunistas fanatizados. Caos e guerra civil fazem entre um e dois milhões de mortos.



+++ Mao morre +++


Mao Zedong morre em 09 de setembro de 1976. A sua mulher, Jiang Qing, e três dos seus seguidores mais próximos são detidos pelas suas responsabilidades na Revolução Cultural.


O pragmático Deng Xiaoping chega ao poder em 1978 e lança uma política de reformas e abertura económicas que desencadeia um processo de desenvolvimento sem precedentes.



+++ 1989: Praça Tiananmen +++


O reformista Hu Yaobang, antigo secretário-geral do partido afastado em 1987, morre em 1989. Milhares de estudantes e civis reclamam a sua reabilitação e manifestam-se pela democracia e a liberdade. O movimento é esmagado na praça Tiananmen na noite de 03 para 04 de junho.


Deng Xiaoping morre em 1997, meses antes da passagem de Hong Kong da Grã-Bretanha para a China e dois anos antes da passagem de Macau de Portugal para Pequim.



+++ 'Boom' económico +++


A China adere em 2001 à Organização Mundial do Comércio (OMC), uma adesão seguida de uma explosão do seu comércio externo. A economia avança a grande ritmo antes da organização dos primeiros Jogos Olímpicos de verão em Pequim, em 2008.


Em 2010, o país torna-se a segunda economia do mundo, ultrapassando o Japão.



+++ Autoritarismo do PCC +++


Xi Jinping chega ao poder em novembro de 2012 e lança uma campanha anticorrupção sem precedentes, perseguindo advogados e dissidentes e reprimindo qualquer esperança de reformas políticas.


Em 2018, consegue eliminar o limite de dois mandatos presidenciais, abrindo a via a uma potencial presidência perpétua.


Em agosto de 2018, a China é acusada de deter até um milhão de uigures e outras minorias muçulmanas em centros de reeducação na região de Xinjiang (noroeste), atingida por atentados atribuídos a separatistas ou islamitas. Pequim rejeita as acusações.



+++ Protestos pró-democracia em Hong-Kong +++


Em 04 de setembro de 2019, após três meses de contestação histórica do poder pró-Pequim em Hong Kong, a líder do executivo, Carrie Lam, anuncia a retirada definitiva de um projeto de lei controverso sobre extradições para a China continental. Mas os protestos pela democracia parecem longe de terminar.



FPA // SR


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