icon-ham
haitong

BREVES: Cultura – 3.ª Edição

Redação, 02 abr (Lusa) - Notícias breves de Cultura:




Livros da Guerra & Paz chegam ao território brasileiro



A editora portuguesa Guerra & Paz, liderada por Manuel S. Fonseca, vai começar a comercializar os seus títulos no Brasil, depois de assinado um acordo com a plataforma UmLivro, divulgou hoje a empresa.


"Os livros da Guerra & Paz estarão, assim, disponíveis nas principais plataformas 'online', e nas lojas da B2W", afirma a editora em comunicado, adiantando que os três primeiros livros, disponíveis em todas essas plataformas, bem como na loja virtual da UmLivro são todos de Eugénia de Vasconcellos - os seus dois livros de poemas, "Quotidiano a Secar em Verso" e "sete Degraus sempre a descer", e o ensaio "Camas Politicamente Incorretas da Sexualidade Contemporânea" -, por a sua obra estar a ser objeto de estudo na disciplina de Literaturas Lusófonas Contemporâneas e no doutoramento em Educação, Memória e Linguagem, na Universidade de São Paulo, justifica a editora.


Nas próximas semanas, entram "mais 15 títulos", de autores portugueses, no mercado brasileiro, adianta a Guerra & Paz.




Exposição de Bruno Saavedra em Lisboa



"Na terra de Jacó" é o título da exposição de Bruno Saavedra, que reúne 21 fotografias tiradas nos últimos dois anos, em Piragi, um pequeno povoado no interior do nordeste brasileiro, anunciou a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa.


A exposição, com curadoria de Sónia Figueiredo e textos de Nuno Verdeal, é inaugurada na quinta-feira, pelas 18:30, na Galeria de Arte da autarquia.


"Na terra de Jacó" apresenta "o vazio deixado pela partida, revela uma identidade, e preenche a vida com o retorno. Este trabalho traz o mais íntimo do Bruno Saavedra, traz a sua origem e parte da sua vida", escreve Nuno Verdeal.


No dia da inauguração, paralelamente, é apresentado o livro com o mesmo título, e atuam os músicos Jhon Douglas e Dewis Caldas, "com as suas canções, cantando as diferenças culturais na relação entre a Europa e a Amazónia brasileira", segundo a autarquia.


O brasileiro Bruno Saavedra reside em Portugal desde 2004, tendo iniciado o estudo da fotografia, em Macau, entre 2011 e 2014, com António Duarte Mil-Homens, e frequenta atualmente o curso avançado de fotografia da Ar.Co. No ano passado, expôs "Flavors" em Sydney, em novembro de 2017, apresentou "Possibility", em Lisboa e na Amadora, e, em março de 2018, "Ana", com curadoria do fotógrafo Valter Vinagre, na dessacralizada capela das Casas do Gandarinha-Centro Cultural de Cascais. Em fevereiro, levou "Esperança" ao espaço Misturado, em Lisboa.




"Os Fados do Ary" por Joana Amendoeira



"Os Fados do Ary" é o novo espetáculo da fadista Joana Amendoeira, que o apresenta na próxima sexta-feira, às 21:30, no Cineteatro D. João V, na Damaia, informou a Câmara da Amadora.


"Evocar Ary dos Santos é lembrar a força e a beleza da palavra, simples e poética, tão simples que desde logo chegou às camadas mais modestas da sociedade. O 'Poeta do Povo' é reconhecido por todos, pois a sua obra, sempre atual, permanece na memória e na voz de todos", disse Joana Amendoeira à agência Lusa.


A fadista recordou que o poeta é "autor de mais de 600 poemas para canções, cantadas por nomes como Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Maria Armanda, Tonicha, Fernando Tordo, ou Carlos do Carmo, entre outros.


No palco da Damaia, Joana Amendoeira é acompanhada pelos músicos Pedro Amendoeira, na guitarra portuguesa, João Filipe, na viola, e Carlos Menezes, no contrabaixo.




"O Milagre de Tancos" na Biblioteca Fernando Piteira Santos, na Amadora



"'O Milagre de Tancos' -- Portugal na 1.ª Guerra Mundial: causas e consequências" é o tema da sessão do ciclo "Debates sobre História" pelo investigador António Paulo Duarte, que se realiza na sexta-feira, pelas 15:30, na Biblioteca Fernando Piteira Santos, na Amadora.


"A presente conferência procurará apresentar uma leitura do radicalismo intervencionista republicano, em que os motivos de política interna e os interesses de política externa se conjugam e interagem. (...) Para a República, a aproximação entre a Espanha e a Grã-Bretanha, não tinha impacto apenas no contexto internacional em que Portugal se movia. A aproximação anglo-espanhola afetava a liberdade de ação interna que a República -- e os diversos atores republicanos -- tinha para com aqueles que se lhe opunham, e nomeadamente, para com a oposição que usava o território vizinho para agir contra o regime republicano", explica o investigador.


"Para os republicanos intervencionistas radicais, a alforria de Portugal face à Grã-Bretanha significaria igualmente uma mais ampla margem de ação para eliminar as condicionantes internas à plena afirmação da República", segundo António Paulo Duarte, citado no comunicado.



NL // MAG


Lusa/Fim