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Austrália cria ‘task force’ para travar interferência estrangeira nas universidades

Camberra, Austrália, 28 ago 2019 (Lusa) - A Austrália anunciou hoje que formou um grupo de trabalho para reprimir as tentativas de governos estrangeiros de se intrometerem nas universidades australianas.


A decisão surge numa altura em que crescem as preocupações sobre a influência chinesa nas universidades da Austrália, onde os estudantes chineses são de longe o maior grupo de alunos estrangeiros.


Os manifestantes estudantis pró-Pequim entraram recentemente em confronto com os defensores da democracia de Hong Kong nos campus australianos.


A Austrália também manifestou preocupação sobre a influência dos institutos Confúcio, financiados por Pequim, nas universidades australianas.


O ministro da Educação australiano, Dan Tehan, disse que este grupo de trabalho será composto por funcionários da universidade e funcionários das agências governamentais.


"O nosso governo está a agir para clarificar a ligação entre a segurança nacional, pesquisa, colaboração e autonomia de uma universidade", disse Tehan.


"As universidades também entendem o risco para o seu funcionamento e para o interesse nacional de ataques cibernéticos e interferências estrangeiras e estamos a trabalhar de forma construtiva para lidar com esta questão", acrescentou.


A 'task force' criada pela Austrália inclui um grupo de trabalho da área da segurança cibernética que protegeria melhor as redes das universidades contra acesso não autorizado e outros danos.


O Centro Australiano de Segurança Cibernética, uma agência intergovernamental, disse que as universidades australianas são alvos cada vez mais atraentes de ataques cibernéticos por causa das suas investigações em várias áreas e dos ganhos intelectuais que as pesquisas permitem.


As universidades australianas disseram através do seu corpo representativo - Universities Austrália - que querem trabalhar em colaboração com o governo para melhorar as salvaguardas existentes.


"As universidades australianas trabalham com o governo há décadas para proteger nossa propriedade intelectual e rejeitar as tentativas de violar a nossa segurança", disse a presidente da Universities Austrália, Deborah Terry, em comunicado.


A nova 'task-force' também incluirá um grupo de trabalho de pesquisa e propriedade intelectual para proteger a liberdade académica e a propriedade intelectual e proteger as universidades contra enganos e influências indevidas.


Um grupo de trabalho estrangeiro garantirá que as colaborações com entidades internacionais sejam transparentes e não prejudiquem os interesses australianos.



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Lusa/fim