Associações de bancos lusófonos e de Macau assinam acordo de cooperação
Macau, China, 30 mai 2019 (Lusa) -- Associações de bancos lusófonos e de Macau assinaram hoje um acordo de cooperação para potenciar investimentos, uma forma de "juntar a fome com a vontade de comer", disse à Lusa o representante da Associação Moçambicana de Bancos.
"No fundo é quase como juntar a fome com a vontade de comer, por um lado nós temos os fundos que estão aqui na China e, por outro lado, as possibilidades de aplicar em inúmeros projetos para o desenvolvimento de um país como Moçambique", sublinhou João Cunha Martins, à margem da cerimónia.
O acordo foi assinado por iniciativa da Associação de Bancos de Macau, em conjunto com a Associação Portuguesa de Banco, Associação Moçambicana de Bancos, Associação Santomense de Bancos e a Associação Profissional de Bancos e Estabelecimentos Financeiros da Guiné-Bissau.
"Há muita liquidez, há muitos fundos disponíveis na China, e em África, nomeadamente em Moçambique, há muita necessidade de investimento estrangeiro, há muitas necessidades de desenvolvimento de infraestruturas que potenciem a economia", acrescentou.
"O papel aqui da banca, porque no fundo nós estivemos aqui a assinar um protocolo entre as associações de bancos de vários países, acaba por ser um bocadinho de pivô, conseguir reduzir a incerteza que é a transferência de fundos de um país para outro e conseguir de alguma forma ligar o cliente ao investidor", explicou.
A informação de que Macau disponibiliza um fundo de investimento no valor de mil milhões de dólares (cerca de 900 mil euros) para projetos de e para países lusófonos é uma das informações dadas a conhecer que destacou do evento.
"Hoje houve aqui bastante informação que foi trocada e uma delas foi precisamente essa. Os montantes disponíveis e que já estão dentro de um fundo que está com vontade de investir em países de língua oficial portuguesa, e obviamente Moçambique é um deles, são montantes de uma dimensão muito grande", frisou.
"Do lado de Moçambique, nós seguramente que temos bastantes projetos e depois é preciso garantir que esses projetos são projetos viáveis para conseguir cativar estes fundos que já estão disponíveis", concluiu João Cunha Martins.
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