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“As Literaturas Em Língua Portuguesa” de José Seabra Pereira apresentada quarta-feira

Lisboa, 10 mar 2020 (Lusa) -- O investigador Carlos Ascenso André chama a atenção, no prefácio à obra "As Literaturas Em Língua Portuguesa", de José Carlos Seabra Pereira, que o português "é língua de muitas culturas e muitas literaturas" espalhadas geograficamente.


A obra de José Carlos Seabra Pereira é apresentada quarta-feira pelas 18:30, pelo catedrático António Feijó e pelo poeta Pedro Mexia, na Livraria Buchholz, em Lisboa.


Esta obra, realça Ascenso André, apresenta um "olhar breve, mas não menos atento e rigoroso, para as outras literaturas de língua portuguesa".


Ascenso André, ex-presidente do Instituto Politécnico de Macau, refere que a obra de José Carlos Seabra Pereira vem ao encontro da necessidade de um livro que refletisse as mudanças no mundo mudou e no panorama do estudo da língua portuguesa, no esteio da "História da Literatura Portuguesa", de António José Saraiva e Óscar Lopes, destinada a estudantes e estudiosos, pautada por "critérios de inquestionável qualidade".


Este novo título, afirma Ascenso André, tem em conta os muitos alunos estrangeiros de língua portuguesa, cujo número "aumentou enormemente".


Sendo o português uma língua "de muitas culturas e muitas literaturas", esta nova história da literatura portuguesa tem de ter um "olhar sobre os muitos escritores que dela fizeram uso, em África ou melhor nas várias Áfricas, por serem plurais os territórios do português e suas literaturas no Oriente, particularmente em Macau, Timor e na Índia, e no Brasil", escreve Ascenso André.


"Precisávamos de uma obra que não se limitasse à Literatura Portuguesa, mas que se alargasse, de forma abrangente, às demais literaturas de língua portuguesa", e que tivesse em conta o novo público estudantil, afirma Ascenso André.


A obra distingue-se "pela perspetiva de conceção e pelos parâmetros de elaboração" e apresenta-se como "desde as origens medievais" até à atualidade.


José Carlos Seabra Pereira realça, nesta sua obra, o "tratamento igual", em termos de espaço de todas as épocas abordadas, sem um peso maior das mais antigas, relativamente à contemporaneidade, com "uma nítida expansão a partir da viragem para o século XX e decidida progressão pelos terrenos" da literatura atual.


Este foi "o século de ouro" das literaturas de Portugal e do Brasil, atesta o autor, referindo que ao mesmo tempo "se consolidaram as literaturas de Moçambique e de Macau, e se afirmaram e valorizaram as literaturas santomense e guineense, indostânica e timorense".


A obra, de 791 páginas, divide-se em 20 capítulos, desde "As origens trovadorescas e cronísticas -- entre Galiza e Portugal" e as "Oscilações pós-modernidade, tropismos de globalização e vislumbres de hipercontemporâneo nos alvores do século XXI", passando entre outros, por "O Modernismo a dois tempos em Portugal e no Brasil (com refrações em África)", ou "Hegemonia e exemplo do Neo-Realismo (do Brasil e de Portugal a África Índia e Macau".



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