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Macau/99: NYT destaca contraste com cerimónia de Hong Kong

Arquivo Lusa 1999

Washington 20 Dec (Lusa) - O contraste do "à vontade" entre chineses e portugueses nas cerimónias de transferência de administração de Macau com a atmosfera de "formalidade e gelo" entre britânicos e chineses, em idêntico acto em Hong Kong, em 1997, é destacado hoje pelo New York Times.

Sob outro ângulo, também o Washington Post, igualmente um dos mais influentes diários nortye-americanos, aborda o tema, fazendo notar as diferenças nas relações entre Portugal e a China das entre Londres e Pequim.

O correspondente do New York Times (NYT), Mark Landler, fez notar que embora Portugal tenha negociado "garantias de relativa autonomia para Macau, semelhantes àquelas que a Grã-Bretanha conseguiu para Hong Kong", isso "parece ter menos relevância em Macau, onde o principal negocio é o jogo e a maior preocupação é reduzir as actividades de criminosos chineses, cujas batalhas violentas mancharam os ;ultimos dias da administração portuguesa".

O Washington Post, que no Domingo tinha ignorado a questão, publicou hoje uma reportagem de primeira página com foto a cores da cerimónia e com detalhes da mesma.

Para o Post, a transferência de poderes põe "os líderes comunistas de Pequim a controlarem um porto livre, em tempos famoso por ser o centro de uma das rotas comerciais mais lucrativas, mas agora mais conhecido pelos seus casinos berrantes, prostituição abudante e guerras sangrentas de bandidos".

Tanto o Washington Post como o NYT fizeram referência nos seus artigos aos incidentes registados com elementos da seita Falun Gong que tentaram entrar em Macau provenientes de Hong Kong. O Washington Post fez também notar as diferenças nas relações entre Portugal e a China e aquelas entre Londres e Pequim.

"No seu todo, as negociações sobre Macau foram isentas das altercações que caracterizaram a devolução de Hong Kong há dois anos atrás," escreveu o correspondente do Post Clay Chandler, acrescentando que "Portugal tem tido uma relação mais amigavel com a China".

O Los Angeles Times escolheu cobrir o acontecimento com uma reportagem sobre os festejos realizado no bairro chinês de Nova Iorque (Chinatown), onde cerca de 400 pessoas participaram em celebrações de rua a devolução do territorio à China.

Uma parada em que esteve presente o cônsul da República Popular da China Zhang Hong Xi percorreu algumas das ruas da Chinatown.

As cerimónias foram também alvo de reportagens curtas e em lugar secundário nos noticiários de Domingo à noite das principais cadeias de televisão americanas.

Lusa/Fim