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Macau/99: Transição “facilitará” reunificação com Taiwan – PM chinês

Arquivo Lusa 1999

Pequim, 20 Dez (Lusa) - O primeiro-ministro chinês, Zhu Rongji, prometeu hoje "todo o apoio" ao novo governo de Macau e afirmou que a transferência de poderes no territorio "facilitará a  solução final da questão de Taiwan".

"O retorno de Macau à Pátria assinala um novo marco no caminho da completa reunificação da nação chinesa e um grande triunfo para a justiça e o progresso da Humanidade", disse Zhu Rongji numa recepção no Grande palacio do Povo, em Pequim, com quatro mil convidados.

A recepção realizada no Grande Palácio do Povo, em Pequim, faz parte das celebrações do "Retorno de Macau à Pátria" organizadas pela liderança chinesa na capital da China e que culminarão com "um grande comício-espectáculo", hoje à noite (hora local).

Num discurso de cerca de cinco minutos, o primeiro-ministro chinês, Zhu Rongji, reafirmou que Macau gozará de "um alto grau de autonomia" e será governado segundo a política de "um país, dois sistemas".

Zhu Rongji manifestou-se confiante sobre o futuro de Macau, afirmando que o território "aproveitará plenamente as suas vantagens únicas" e "desempenhará um significativo papel de ponte entre a China e o resto do mundo".

"Os nossos compatriotas de Macau são agora os donos de Macau. Estamos certos que eles sentirão mais do que nunca o calor da grande família da nação chinesa", disse o primeiro-ministro chinês.

Zhu Rongji considerou a transferência de poderes em Macau "mais um histórico acontecimento na História da nação chinesa, depois do retorno de Hong Kong" (em Julho de 1997).

"O retorno de Macau facilitará a solução final da questão de Taiwan e e a completa reunificação da China", acrescentou.

Taiwan, a ilha onde se refugiou o governo da antiga República da China depois de o Partido Comunista Chinês ter tomado o poder no continente, em 1949, é vista por Pequim como uma província renegada.

O governo chinês defende a "reunificação pacífica" com Taiwan, segundo a mesma formula adoptada para Hong Kong e Macau, "um país, dois sistemas", mas admite "usar a força" se a ilha declarar a independência.

Lusa/Fim