Macau/99: Ampla cobertura da imprensa espanhola, mas em lugar secundário
Arquivo Lusa 1999
Madrid, 19 Dez (Lusa) - Todos os principais meios de comunicação social espanhóis dão hoje ampla cobertura à transferência da administração de Macau de Portugal para a República Popular da China.
Os jornais espanhóis, que tratam o tema sem grandes comentários e em lugar secundário nas páginas de informação internacional, sublinham que o "desaparecimento da Ásia do último vestígio da Europa colonial" se efectua "sem sobressaltos".
Uma "transição sem sobressaltos", o "fim de um processo sem traumas, sem pressas nem violências", são algumas das observações feitas pela imprensa espanhola, que aborda o processo de transferência de Macau para a China.
Macau gozará de autonomia de Pequim durante os próximos 50 anos, titula o diário "El Pais", para quem se trata de uma "transição sem sobressaltos".
O "ABC" titula que "desaparece da Ásia o último vestígio da Europa colonial" e sublinha que a luta contra as máfias do jogo e a nacionalidade dos luso-descendentes são os principais problemas desta "transferência de poderes sem os traumas de Hong Kong".
"Macau regressa hoje à soberania chinesa depois de ser durante 442 anos território português", titula o "La Vanguardia", no que considera o "fim de um processo sem traumas".
O "El Mundo" titula que Macau "regressa à China" e "Portugal entrega sua ultima colónia", que "se despede da Europa".
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